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CARONTE- Por EMANUEL MEDEIROS VIEIRA

                                   CARONTE

                           EMANUEL MEDEIROS VIEIRA

 (…) “A  todo  momento/alguém virá pó/Se vira pó pó/Em um mundo de cupim,/Vira pó pó/O pé da mesa/E o dono da mesa/Vira pó só/Tanto faz se é bom ou é ruim/Dá cupim/Vira pó só” (…)                               (Karina Buhr, “Vira Pó”)

Então: iremos

Quando?

Não sabemos

Fúteis, sábios, deslumbrados  – iremos

 

Caronte – o barqueiro do Hades  – me leva no seu barco

nas  águas do rio Estige

Importa?

Restará o oblívio – não só

E a lembrança do sol de uma infância

o menino e o seu boné

o  velho e o seu destino

Serenado

Inelutável chamamento

Está feito

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