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Dra. SANTA CATARINA FERNANDES DA SILVA COSTA,HOMENAGEADA COM DOIS TÍTULOS E EMPOSSADA NUM CARGO PELA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS

SANTA CATARINA FERNANDES DA SILVA COSTA-Escritora e poetisa-SÂO JOSÉ DO RIO PRETO-BRASILA Doutora Rio-Pretense, SANTA CATARINA FERNANDES DA SILVA COSTA, foi homenageada com os títulos abaixo descritos e empossada em novo cargo  na cidade de VOTUPORANGA -SP, no dia 15 de Dezembro de 2017

Esta grande intelectual honra esta cidade, não só pelas homenagens de que foi alvo neste evento, mas também pelos trabalhos anteriores desenvolvidos na prosa, poesia, literatura bíblica e eletrônica  com vídeos sobre história.

DIPLOMA   – ” Consagramos a título de Imortal a Santa Catarina Fernandes da Silva Costa, Empossando-a Membro Honorário da ALB/ Votuporanga.

DIPLOMA –  conferindo a advogada, escritora e filósofa,  Dra. Santa Catarina Fernandes da Silva Costa o título de Doutora em Filosofia Univérsica, consagrando-lhe o Mérito Ph.I. Philosophos Immortalem, e com posse à Presidência Pró-tempore da ALB/SP-Região SJRP/Bady Bassitt – Instituição de Cultura Internacionalmente Constituída.  Indicação e Defesa: Dra. Jusmaria Carvalho – Ph.i./ALB

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Santa Catarina Fernandes da Silva Costa: sou descendente de europeus. Meus avós são imigrantes portugueses e italianos (uma avó italiana) e os demais portugueses. Vieram para o Brasil no início do século passado para os cafezais nas grandes fazendas e trabalharam como colonos, em substituição aos escravos vindo da África. Lembro-me do casarão do fazendeiro e as demais casas todas idênticas, com um grande terreiro para secar o café e uma tulha. Minha mente é povoada de grandes terreiros, de mulheres com saias longas com aventais e lenços na cabeça, lua cheia com cantoria acompanhada com sanfona, viola, cavaquinho e pandeiro. Não me lembro de dinheiro, só do trabalho, de puxar água do poço, de buscar saibro no rio para arear as panelas de ferro, passar no chão batido dentro da casa e terços todas as noites antes de dormir, rezados em frente de um altar em um dos quartos da casa da minha avó. Assim foi minha infância.

O primeiro contato com as letras: achei um caderno jogado na rua – era um tesouro! Peguei um lápis e com mão trêmula e suada comecei a desenhar as primeiras letras. O quintal para varrer, a roupa para lavar, os primeiros empregos domésticos até chegar à faculdade – grande avanço! No entanto dentro do peito morava a menina da roça! Antes do primeiro emprego de carteira profissional registrado vaguei pelos campos à procura de ossos de animais para serem vendidos, limpei vagões de trens onde ficavam as marcas das vacas assustadas que eram baldeadas em trens de carga e para o matadouro eram levadas. Passei em brejo, de águas quentes, e na inocência de menina, nunca pensei que elas pudessem abrigar serpentes. Escovões eram arrastados para dar brilho ao piso nas casas das patroas, enquanto as costas doíam e a mente prometia que um dia tudo isso iria mudar. As mãos calejadas da menina sem nenhuma formação profissional sonhavam um dia tocar o teclado do piano, manusear uma caneta com destreza. O primeiro emprego registrado em carteira! Já datilografava e aprendi todo trabalho de escritório: departamento pessoal, contabilidade e escrituração fiscal. Minhas mãos já não eram mais calejadas. Meu primeiro poema foi dedicado a um cão quando eu era menina e a partir de então comecei a escrever cartas de amor. Os estudos foram desenvolvidos com dificuldade devido à falta de recursos financeiros e com determinação terminei o curso de graduação em Letras. O papel e a caneta sempre foram meus companheiros uma vez que sempre a solidão morou comigo. Escrevia para as rádios da minha cidade e uma pessoa que muito marcou essa fase foi o jornalista e radialista Roberto Toledo, que lia as minhas crônicas e poesias no seu programa de rádio, com fundo musical e assim as minhas emoções atingiam o público. Na faculdade fiz parte de uma coletânea de poesias, intitulada “Cancioneiro I” e meu primeiro poema foi publicado. Escrevi crônicas e poesias para os jornais da minha cidade e atingi outras regiões e outros Estados, chegando até em Belém do Pará. Lecionei no SENAC e como professora de Português e Inglês, povoei muitas mentes até que me deparei com a Caixa Econômica Federal! Não era o meu ideal! Tive de abandoná-lo porque os sonhos não alimentam o corpo, só a alma! Ela me abriu as portas em Fevereiro de 1976, saindo eu de São José do Rio Preto para o centro histórico de São Paulo, naquele monumento de mármore negro – que avanço! Os pés de saibro atingiram a capital! Assim comecei minha carreira economiária no departamento pessoal. Todas aquelas senhoras me fascinavam. Nunca tinha visto tanta ostentação, pessoas de famílias tradicionais, com nomes históricos, que vinham me dizendo de escrituras de escravos e de senzalas! Era um novo mundo que se descortinava! Os concursados eram conhecidos pelas vestes, o jeito de falar e proceder já demonstrava a nossa origem. A Caixa Econômica Federal ficou cheia de concursados do interior e invadimos o grande prédio dos nobres! Estava marcada a minha sina! Ali se calou a voz de Cecília Meirelles e de Florbela Espanca, desejo de uma pós-graduação na carreira tão almejada! A professora se calou, mas a alma alto falou: chegaram as poesias timidamente tomando conta dos pequenos intervalos do dia e da insônia nas noites frias. Marisa Albuquerque, defensora da arte e dos poetas, funcionária da CEF, lançou um concurso de poesias e crônicas e fui então premiada com a apresentação de dois poemas. Foi o início da carreira literária. Não mais estava no mausoléu da CEF, havia mudado para a Avenida Paulista, um edifício da cor da esperança, transparente, e lá lancei o meu primeiro livro de poesias: Universo Utópico. Como membro da União Brasileira de Escritores na nossa casa, ponto de encontro entre escritores e de debates literários lancei meu segundo livro de poesias: Retalhos Cósmicos. O terceiro livro de poemas e o livro de memórias, que são respectivamente, Muralhas Soluçantes e O Grito do Silêncio, foram lançados no prédio transparente que hoje abriga a Justiça Federal em São Paulo. Participei de uma Antologia Poética publicada na Iugoslávia, cujo título é “Savremena Poezija Brazila” contendo poemas de escritores brasileiros, entre eles Carlos Drummond de Andrade, Paulo Bonfim, Aroldo de Campos, Álvaro Alves de Faria e outros. No lançamento dos meus últimos livros eu era novamente universitária. Estava cursando “Direito” na Universidade Mackenzie e estava lotada no Departamento Jurídico dessa grande empresa estatal, CEF. Estava minha alma de luto porque meu casamento foi interrompido com a morte, que me levou o esposo, o jornalista Robson Murilo Silva Costa, que trabalhava no Jornal O Estado de São Paulo, e ficou meu coração trincado buscando respostas. As oscilações da vida me devolveram ao interior, no entanto as minhas escritas me acompanharam. Nas noites escuras da minha cidade não tão iluminada como as grandes avenidas que me proporcionaram grandes amigos e a felicidade jamais apagada, continuei no mundo da união das letrinhas tentando com elas construir a minha morada. Com elas atravessei ares e mares e nos Estados Unidos participei de três antologias poéticas e fui selecionada para fazer parte de um livro especial no qual escolheram os melhores poetas do ano de 1988. Os títulos das Antologias Poéticas publicadas pela Biblioteca Nacional de Poesia: The National Library of Poetry: 1 – Morning Song ( canção da manhã); 2- The Sands of Time ( as areias do tempo); 3- Montage of Life (Pedaços da vida) e 4- Outstanding poets of 1998 ( poetas ilustres de 1998). Algumas poesias dos livros foram selecionadas para serem declamadas e fazem parte de uma coleção chamada de The Sound of Poetry, com fundo musical e também fui selecionada com a apresentação dos meus poemas. Em 2002 tomei conhecimento de que fazia parte do Dicionário Crítico de Escritoras Brasileiras de autoria da Doutora em Literaturas Portuguesa e Brasileira, da Universidade de São Paulo, Nelly Novaes Coelho, dicionário esse que contém as vozes e almas das poetas brasileiras do período de 1711 a 2001. Em 2009 foi catalogado o meu trabalho na Enciclopédia de Literatura Brasileira pelo autor Afrânio Coutinho, crítico literário, na Editora Global, na Fundação da Biblioteca Nacional da Academia Brasileira de Letras. Continuei fazendo parte de antologias poéticas tanto em São José do Rio Preto, como em São Paulo, pela Editora Scortecci e também faço parte da história da minha cidade no livro lançado por Lelé Arantes, em 2009 com o título “Quem faz História em São José do Rio Preto”. Os trabalhos inéditos aguardam o momento oportuno para voar e enquanto isso continuo escrevendo e publicando virtualmente em formatações e vídeos, jogando na rede as minhas emoções. Com amigos virtuais em várias partes do mundo, que me recebem por intermédio de uma tela fria, consegui, literalmente atravessar os ares e mares e fazer parte da família com esse título: família ares e mares.

 

 

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