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SANTO ANTÓNIO DE LISBOA

 

SANTO ANTÓNIO DE LISBOA E DE PÁDUA

Vida, pregações e Biografia 
  Santo Antônio nasceu em Lisboa(Portugal) em 1192, foi batizado com o nome de Fernando que mais tarde trocaria por Antônio. Era filho de pais ilustres: Martinho de Bulhöes, cavaleiro do rei Afonso II de Portugal e Maria, aparentada com Failo I, o quarto rei das Astúrias.

        Mas os maiores títulos de nobreza dos pais de Fernando eram de ordem espiritual, já que os dois professavam uma grande fé, tinham hábitos honestos e eram distinguidos por sua enorme prodigalidade para com os mais necessitados.

       Fernando herdou essas virtudes dos pais. No que se refere à piedade, cabe salientar sua especial devoção a Nossa Senhora. Desde muito jovem escolheu-a como guia e mãe, visitando com freqüência as igrejas e os mosteiros dedicados a Santa Maria.

Aos 15 anos de idade, Antônio ingressou no mosteiro de são Vicente de Fora dos Agostinianos. Desejoso de seguir o exemplo dos Franciscanos, e talvez o martírio, mudou seu nome para Antônio, e foi aceito no Ordem Franciscana.

Abandono o bulício do mundo

        Desde bem jovem Fernando estabelecera seu futuro. Apesar de ter pais exemplares, o mesmo não ocorria no ambiente social da nobreza: a futilidade e o desperdício invadiam palácios e castelos. Decepcionado e desprezando aquela vida, Fernando dobrava o seu tempo de oração e pedia a Nossa Senhora que o iluminasse.
Depois, decidido, renunciou-se à herança paterna e aos títulos nobiliários e ingressou na comunidade dos cônegos regulares de Santo Agostinho, no mosteiro de São Vicente de Fora, que, como o nome indica, estava localizado nos arredores de Lisboa. Era o ano de 1208. Fernando acabava de completar 16 anos. 

     Na solidão do claustro, Fernando entregou-se com empenho à oração e ao estudo. Aprofundou-se na doutrina do grande doutor da igreja, santo Agostinho, e começou a saborear a doçura e a suavidade do Senhor.

     Em razão da proximidade do mosteiro com a capital, Fernando recebia muitas visitas dos parentes e amigos, que perturbavam a paz que ele havia escolhido. Por este motivo decidiu abandonar aquele local e transferir-se para o mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, sem trocar de ordem religiosa. Lá continuou a sua formação espiritual e intelectual com o intuito de viver em Cristo e por Cristo.

       Em 1219 Fernando ordenou-se sacerdote. Dedicou sua aguda inteligência a conhecer mais profundamente as Sagradas Escrituras, que, sendo livros inspirados por Deus, contêm, “a plenitude da sabedoria”- expressão muito usual entre os mestres de teologia da Idade Média. Vale destacar que, na leitura dos Santos Padres da Igreja, guardava na memória tudo o que lia, levantando a admiração dos monges que o cercavam. O anos que permaneceu em Coimbra foram determinantes para o conhecimento das ciências sagradas. Entretanto, esses progressos eram mais frutos da graça de Deus e de seu esforço pessoal do que do ambiente monacal e do trabalho dos mestres competentes, pois naqueles anos os monges do mosteiros estavam envolvidos nas intrigas políticas de seu país, muito nefastas e cruéis.

Prega na Itália e no Sul da França

        Depois de permanecer um longo período no eremitério de Montepaulo (comarca da Romagna), frei Antônio começou uma das etapas mais significativas de sua vida como evangelizador popular.

Naquela época, a Lombardia estava cheia de hereges, cátaros  e patarinos. Antônio, com a eloqüência de sua palavra e o conhecimento da Bíblia e sem a sofística dos hereges, conseguiu erradicar o mal dos corações de seus ouvintes,  muitos dos quais, abjurando os erros, decidiram abraçar novamente a fé católica.

No começo encontrou forte resistência por parte dos hereges, que impediam o comparecimento do povo aos seus sermões; e foi assim que diz a tradição o santo teve de recorrer à eficiência do milagre.

Foi o que aconteceu, por exemplo, na cidade de Rímini, diante da apatia de um público que se negava a escuta-lo. Antônio aproximou-se da praia, do mar Adriático, perto da foz do rio Marecchia, e começou a dirigir-se aos peixes, dizendo-lhes: “ Escutem a Palavra de Deus, peixes do mar e do rio, já que os hereges não querem escutá-la”.
De repente, acudiu ao lugar uma multidão de peixes que levantava a cabeça para fora da água e escutava,  mansos e em perfeita ordem.

O fato propagou-se por toda a cidade e as pessoas passaram a escutar o santo; até mesmo um considerável número de hereges converteu-se à fé católica.

Em Assis(Itália), encontrou-se com São Francisco, surgindo entre eles uma amizade sincera e duradoura. Incentivado pelo santo patriarca, revelou-se grande pregador da Palavra de Deus e descobriu assim o destino de sua vida. Em suas pregações, combatia com veemência as injustiças e desordens sociais, a exploração dos pobres pelos usurários e a vida incorreta de certos setores do clero.

Lecionou teologia nas Universidades e Bolonha e Pádua(Itália), Toulouse e Montpellier(França). Proferiu célebres sermões adquirindo grande fama como orador sacro. Sua palavra era acompanhada por milagres e prodígios diversos, o que contribui para o crescimento de seu prestígio e santidade.

                                                    Morre aos 39 anos

No ano de 1230,  Frei Antônio retirou-se para uma localidade perto da cidade de   Pádua. Com a saúde debilitada pelo excesso de trabalho apostólico, pelo jejum e pela penitência, recolheu-se no convento-eremitério de Arcela dos frades franciscanos, em Camposampiero, perto do castelo de um amigo seu, nobre e conde. Em volta do castelo havia um bosque espesso e nele, uma nogueira enorme com uma ramagem densa e a copa em forma de coroa. Frei Antônio pediu ao nobre cavaleiro que construísse para ele uma pequena cela entre os galhos da árvore, como lugar afastado e próprio para o silêncio e para contemplação.

Um dia, enquanto fazia a frugal refeição no convento de Argela, foi acometido por um forte mal-estar, que paralisou todos os membros do seu corpo. Os frades o levantaram e deitaram sobre um leito de palhas. Antônio foi piorando progressivamente. Pediu a presença de um religioso para se confessar, que lhe ministrou também o sagramento da unção dos enfermos. depois de ter comungado, entoou seu hino predileto deidiado a Nossa Senhora, a quem sempre demonstrará grande devoção:  (“Ó Senhora gloriosa excelsa sobre as estrelas”). Depois com um sorriso e uma expressão de paz imensa, disse aos que o cercava: “Vejo o meu Senhor”, e entregou a alma a Deus.

Era sexta-feira 13 de junho de 1231, tinha apenas 39 anos. Poucos dias depois, o corpo do frei Antônio recebeu sepultura na igreja do convento dos frades menores de Santa Maria de Pádua.  Um ano, em 30 de maio de 1232, o papa Gregório IX, inscreveu nos catálogo dos santos.

      Posteriormente em Pádua, ergue-se uma grande Basílica, na qual descansam suas relíquias (sua língua) que leva o seu nome, hoje é um grande centro de peregrinações,onde dirigem-se pessoas do mundo inteiro.

Santo Antônio continua sendo o santo mais popular do Brasil, conhecido também como padroeiro dos pobres, santo casamenteiro; é sempre invocado para achar objetos perdidos, e é muito lembrado nas festas juninas, nas quais são acesas fogueiras em sua homenagem.

Santo Antônio quer que a nossa fé se fortaleza pelo bom exemplo e pelas boas ações, porque a fé sem obras é morta. “Eu vos esconjuros, pois deixai vossa boca emudecer-se e vossas ações falarem! Nossa vida está tão cheia de belas palavras e tão vazias de boas obras” (Santo Antônio).

Biografia de Santo Antônio de Pádua

1192: Nasce em Lisboa, filho de Maria e Martinho de Bulhões. É batizado com o nome de Fernando. Reside na frente da Catedral.

1202: Com sete anos de idade, começa a freqüentar a escola, um privilégio raro na época.

1208: Ingressa no Mosteiro de S. Vicente, dos Cônegos Regulares de S. Agostinho, perto de Lisboa. Torna-se agostiniano. Aos 16 anos.

1211: Transfere-se para Coimbra, importante centro cultural, onde se dedica de corpo e alma ao estudo e à oração, pelo espaço de dez anos.

1219: É ordenado sacerdote. Pouco depois conhece os primeiros franciscano, vindos de Assis, que ele recebe na portaria do mosteiro. Fica impressionado com o modo simples e alegre de viver daqueles frades.

1220: Chegam a Coimbra os corpos de cinco mártires franciscanos. Fernando decide fazer-se franciscano como eles. É recebido na Ordem com o nome de Frei Antônio, enviado para as missões entre os sarracenos de Marrocos, conforme deseja.

1221: Chegando a Marrocos, adoece gravemente, sendo obrigado a voltar para sua terra natal. Mas uma tempestade desvia a embarcação arrastando-a para o sul da Itália. Desembarca em Sicília. Em maio do mesmo ano participa, em Assis, do capítulo das Esteiras, uma famosa reunião de cinco mil frades. Aí conhece o fundador da Ordem, São Francisco de Assis. Terminado o Capítulo, retira-se para o eremitério de Monte Paolo, junto dos Apeninos, onde passa 15 meses na solidão contemplativa e no trabalho braçal. Ninguém suspeita da sabedoria que aquele jovem frade português esconde.

1223: Chamado de improviso a falar numa celebração de ordenação, Frei Antônio revela uma sabedoria e eloqüência extraordinárias, que deixam a todos estupefatos. Começa sua epopéia de pregador itinerante.

1224: Em brevíssima Carta a Frei Antônio, São Francisco o encarrega da formação teológica dos irmãos. Chama-o cortesmente de ” Frei Antônio, meu bispo”.

1225: Depois de percorrer a região norte da Itália, passa a pregar no sul da França, com notáveis frutos. Mas tem duras disputas com os hereges da região.

1226: É eleito ” custódio” na França e, um ano depois, ” provincial” dos frades no norte da Itália.

1228: Participa, em Assis, do Capítulo Geral da Ordem, que o envia a Roma para tratar com o Papa de algumas questões pendentes. Prega diante do Papa e dos Cardeais. Admirado de seu conhecimento das Escrituras, Gregório IX o apelida de “Arca do Testamento”.

1229: Frei Antônio começa a redigir os “Sermões”, que hoje possuímos impressos em dois grandes volumes.

1231: Prega em Pádua a famosa quaresma, considerada como o momento de refundação cristã da cidade. Multidões acorrem de todos os lados. Há conversões e prodígios. Êxito total! Mas Frei Antônio está exausto e sente que seus dias estão no fim. Na tarde de 13 de junho, mês em que os lírios florescem, Frei Antônio de Lisboa morre às portas da cidade de Pádua. Suas últimas palavras são: ” Estou vendo o meu Senhor “. As crianças são as primeiras a sais pelas ruas anunciando: “Morreu o Santo”.

1232: Não tinha bem passado um ano desde sua morte, quando Gregório IX o inscreveu no catálogo dos santos.

1946: Pio XIII declara Santo Antônio Doutor da Igreja, com o título de “Doutor Evangélico”.

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