Você está em: Inicial » Angola // Brasil // Cabo Verde // Crônicas // Goa, Damão e Diu // Guiné-Bissau // Macau // Matérias Especiais // Moçambique // Países // Portugal // São Tomé e Príncipe // Timor Leste » A INJÚRIA PETISTA – De Carlos Magno de Melo – Médico e Escritor

A INJÚRIA PETISTA – De Carlos Magno de Melo – Médico e Escritor

A injúria do governo petista contra a classe médica brasileira ou o bode expiatório conforme o modelo fascista e os perigos do desdobramento de tão horrenda postura para o futuro da Democracia e para o povo do Brasil.

 

Carlos Magno de Melo- escritor e médico.

carlosmagnodemelo@hotmail.com

 

Desenha-se dentro dos horizontes brasileiros a figura silenciosa do totalitarismo de um governo que se aparelha para a permanência no poder até 2022. Um governo que sem respostas às manifestações democráticas nas ruas, iniciadas em julho, preferiu criar uma cortina de fumaça, falando em convocar uma constituinte. Destroçados, os movimentos pacíficos retornaram ao marasmo, depois da infiltração dos mascarados. O assunto da constituinte caiu no esquecimento governamental por nunca ter sido encarado como algo que devesse, de fato, ser lembrado. Foi como uma piada sem graça em uma mesa de bar.

            Outro ponto que o governo petista mirou, como resposta às manifestações legítimas e populares, foi o ponto sensível da saúde. Não o da saúde em si, ora, uma resposta retórica, uma vez que jamais pensara no assunto nos oito anos lulistas e nem nos dois anos da sra. Dilma. O que fez o governo? Usou a técnica de Hitler, que elegeu os judeus como os responsáveis por todos os males que assolavam a Alemanha. Assim também fez Mao Tsé Tung. Este apontou o dedo para os intelectuais e promoveu devassa entre os opositores do regime. Queimou livros, humilhou escritores, fechou instituições como academias e museus. Também baniu artistas e poetas. Milhares de intelectuais morreram como se fossem responsáveis por toda a miséria que roía a China desde antanho. A juventude foi cooptada pela propaganda. Tanto quanto na Alemanha.

            Aqui, os olhos raivosos do governo petistas miram no médico brasileiro. O médico passou a ser visto como o vilão, o interesseiro, o mercantilista e o milionário que só quer o conforto das grandes metrópoles e das cidades onde se pode comprar em shoppings e passear por alamedas ajardinadas, relegando o miserável rincão das grotas ao abandono. O desgoverno dos oito anos da administração petista sob Lula na saúde não são lembrados. O interior e os limites longínquos das grandes cidades passaram oito, oito, sim, oito anos sem receber melhorias significativas na área sensível da saúde pública. O governo da sra. Dilma só acordou para o melindroso problema quando as vozes roucas das ruas lhe chegaram aos calcanhares. Sem tempo hábil para tentar o que lhe salvasse, criou o bode expiatório. É culpa do médico. Importem médicos pois os nossos são interesseiros. A propaganda se fez intensa. O povo, na maior parte desinformado e desinformado, porque inculto, inculto porque a educação também é uma falácia, acredita que o culpado por não ter algodão, medicamentos, equipamentos, instrumental, hospital, ambulâncias, postos de saúde em número razoável, estradas, energia, sistemas integrados de atendimento seguindo níveis de complexidade, rapidez na ação, eficiência, transparência nas contas do Ministério da Saúde, enfim, todas as mazelas conhecidas e desconhecidas, tudo isso, de acordo com a propaganda fascista governamental é do médico. O judeu do pt é o médico. O intelectual do pt é o médico. O bode é o médico. O povo engole tal ignomínia. E há pessoas educadas, intelectuais inclusive, que acham que essa é a verdade. Não vêm por trás da fumaça da cortina criada pela retórica fascista. O povo é cooptado.

            Há um poema que tem a seguinte mensagem, sem ser literal: Quando vieram e prenderam o homem do fim da rua porque ele era judeu, eu, que não sou judeu, não disse nada. Quando vieram e levaram preso o católico, eu não disse nada, não era católico. Levaram outros e outros, eu nunca disse nada porque não era comigo. Por fim, vieram e me levaram, pois não havia ninguém para protestar. Hoje são os médicos, amanhã, serão os professores, depois, os engenheiros, os sociólogos, os intelectuais e chegará o dia em que ninguém estará a salvo. Não haverá quem proteste. Todos estarão ocupados em vigiar e deletar os vizinhos se os vizinhos não tiverem a carteirinha do partido.

069(1)

 Esta foto mostra o Médico, Dr. Carlos Magno de Melo, brasileiro e autor desta crônica, atendendo pacientes ao ar livre  em pleno Brasil.

6 Comentários + Comentar

Deixe um comentário





Voltar à página anterior Imprimir esta página

Patrocinadores

  • logo_aa

Design e Desenvolvimento - MagicSite Internet Solutions