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ACONSELHANDO e EMBLEMAS DO SER – Ambos de Dhiogo J, Caetano

 

Aconselhando

Na minha casa ecológica, em um espaço totalmente urbano, penso no existir e contemplo as estrelas que no céu os meus olhos avistam.
Eu guardo em mim um Deus, um louco, um santo, um anjo, o bem e o mal. Eu guardo em mim tantas canções, tantas manhãs e aquela cretina lembrança.
Uma história marcada por trilhas sonoras.
A música pode transformar o nosso estado de espírito, ela é instrumento de inspiração para os movimentos sociais, ditando regras e normas de uma sociedade.
Quando ouvimos uma canção entendemos o mundo a nossa volta, podemos viajar para outros mundos, outras realidades, outras histórias distintas da nossa. No entanto, devemos compreender que por trás da linguagem musical existe o sentimento de uma pessoa que utiliza o seu dom de compor para transmitir através da musicalidade uma forma de ver e interpretar o mundo.
A música pode ser analisada como um reflexo da nossa própria identidade, pois ela imprime o nosso estilo, comportamento e forma de ver o mundo, características fundamentais para conhecermos um indivíduo ou uma sociedade.
A música tem o poder de eternizar a arte de viver e acima de tudo de ensinar, libertar e compreender uma sociedade; buscando eternizar os momentos, os sentimentos de hoje para uma geração futura.
Hoje é um dia comum, mas um dia diferente de ontem. Faltam-me palavras para expressar, o turbilhão de sentimentos que transbordam do meu ser e da minha alma. Hoje aprendi que a vida é uma estrada infindável, um percurso evolutivo que nos leva para o desconhecido, para o além das fronteiras do existir.
Não deixemos a vida passar. Precisamos viver o hoje, o agora, o instante. A vida não é breve, mas tem o seu fim. Comecemos a reescrever um novo recomeço.
Precisamos instituir uma humanidade que luta por um ideal comum. Sejamos seres de luz, protetores da nação terra, defensores da vida, do amor, da verdade. Mensageiro do bem viver e missionários da paz.
Hoje somos “Um” amanhã seremos mais “Um” esquecido na vastidão deste complexo mundo.
Lutemos por um ideal.
Sábio é aquele que possui a capacidade de ouvir sem corromper os assuntos.
A vida é efêmera, mas o nosso breve existir é o suficiente para que possamos fazer a diferença.
Não é o agora que define as nossas ações e sim o amanhã.
Tem dias que ficamos com medo do amanhã. Pensamos em desistir de tudo. Parece que estamos fazendo tudo errado; em lágrimas nos afogamos, a solidão invade a alma. Procuremos entender a complexidade dos mundos que existe dentro de nós. Simplesmente cumpra a sua missão.
Da natureza a essência que nos faz seres melhores. Observemos e absorvamos a energia de uma frondosa árvore, a paz de uma singela flor, a luz que advêm destes seres que compartilham os espaços conosco. Respeitemos a arte de viver.
Trabalhemos focalizando a coletividade esquecida pelos governantes, obtendo recursos financeiros junto ao governo para desenvolver atividades de formação cultural e de aprendizagem. Através de um espaço digital vinculado ao Ministério da Cultura realizemos pesquisas, circulação, difusão da literatura goiana (brasileira); de forma pedagógica disseminar a cultural digital, a comunicação direta com o leitor, pontuando e promovendo reflexões sobre a nossa visão de mundo. Neste espaço também seria de suma importância trabalhar: memória, identidade, vínculos sociais, culturais (afro-brasileira, indígenas, tradição oral, cultura popular e a expansão do centro-oeste goiano pelo vasto Brasil).
Fico indignado com a realidade deste país, os protocolos são forjados para “ludibriar a massa”, tudo é feito conforme a lei, mas os desfechos dos mesmos acabam sendo concluídos pelos corruptos que estão no poder.
Brasil o país dos protocolos, dos cabides de emprego, da corrupção, etc. Que país é este? Até quando viveremos esta realidade?
Programas como a Renda Cidadã, Bolsa Família, Enem e outros que são desenvolvidos no Brasil, não são capazes de promover a igualdade, a justiça e a dignidade dos brasileiros.
Concordo Dilma que é urgente o atendimento aos brasileiros que estão na miséria, passando fome. Mas para extinguir estas mazelas é preciso educar e conscientizar este “povo”. Não é possível resgatar a nação utilizando mecanismos que ludibria e bestializa.
Podemos fazer a diferença, transformando o nosso país, fazendo desta nação um modelo a ser seguido. Precisamos nos unir em um só grito. Entoemos os ecos das nossas vozes pela vastidão deste país.

 

Dhiogo José Caetano Professor, escritor e jornalista

Emblemas do ser 

Ver a verdade é um dom de muitos, mas aceitar a verdade é um dom de poucos.
É melhor viver uma verdade do que mil mentiras.
Feliz aquele que vivencia a plenitude do lar.
Feliz aquele que controla o prazer corporal, vivendo do saber mental.
O sexo leva o homem à plenitude do existir em momentos de frenesi.
O sexo além do prazer é a base fundamental da evolução humana.
Gozar é viver a plenitude do prazer, da emoção e da sedução que vai além do tesão do ser, invadindo a alma das criaturas que promovem a arte de amar.
O sexo é um elemento pensado por todos, mas é um tabu inibidor que silencia os pensadores.
Em uma relação de sentimentos entre um homem e uma mulher, ambos se usam para tornarem-se completos como seres humanos.
O destino de cada pessoa é um grande mistério.
Todos que nascem um dia há de morrer e assim seguir o percurso evolutivo da vida.
Vivemos uma constante luta com o enigma do tempo.
Buscar compreender o futuro é um ideal que nega o presente.
O ser humano é um sistema complexo que se move através de interesses.
Ser considerado louco em muitos momentos é um elogio.
Ser feliz não é ter tudo e sim saber entender o todo.
Na vida real não existe final de novela.
Temos a certeza que vamos morrer, então é melhor morrer em meio à guerra, lutando por um ideal.
A morte tem o poder de transformar o que é concreto em uma plenitude abstrata.
Quem ganha tem que possuir a sabedoria de perder e assim continuar a caminhada da conquista.
O perdedor tem a possibilidade de buscar uma nova vitória.
Os grandes sonhadores vivem uma constante guerra com aqueles que não acreditam em seus sonhos.
Feliz aquele que aceita a forma física que possui e busca concretizar a beleza do mundo a sua volta.
Praticando a arte de prender.
Ensinar é sempre um ato de aprender, de construir novas formas do saber.
Conquistando através das experiências a capacidade de recomeçar.
Os emblemas, o passado, o presente, o futuro, o além daqui…

Dhiogo José Caetano Professor, escritor e jornalista 

Comendador da Academia de Letras de Goiás, Membro das Academias:  ALB (Brasil/Suíça), ACLAC (RJ),  ACLA (MG), CACL (ES), ABLA (Boituvense)  ARTPOP (RJ) e Os Confrades da Poesia (Portugal)

 

 

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