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Artistas de rua – De Carlos Magno de Melo – Médico, escritor e cronista

Artistas de rua

Carlos Magno de Melo – Membro da AVELA e da ANE-DF.

 

Nos semáforos eles esperam o sinal vermelho e se postam na frente dos carros. Um jogo rápido. Cena curta. Jogam bastões para cima, cospem fogo, atiram múltiplas bolinhas para o alto, fazem embaixadinhas, enfim, uma cena que dura o meio tempo da permanência do sinal vermelho. Saem cobrando pelo espetáculo. Rápido. Tem de ser depressa. O trânsito flui. A féria há de ser recolhida.   Urgência. Vêm de cara limpa. Cara pintada. Sorriem. São os artistas das ruas.  Cada espectador dá o que acha que merece o show. Moedinhas.

O sinal fica verde. Os veículos seguem. Os motoristas já nem se lembram mais da apresentação.  Aceleram. Conversam com os passageiros. A vida fervilha. O tempo urge. A rua ruge. Sinal vermelho. Novo espetáculo público.  Senhoras e senhores!

Cada um ganha a vida como pode. A maioria por meios honestos. Há o povo que cava com as unhas no cimento o pão de cada dia. Há os outros, os espertos. Aqueles corrompem na Petrobrás. Aliás, se a Vale não tivesse sido privatizada, qual seria o tamanho de outro escândalo?

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