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BRASIL – CABO VERDE – Ligação por cabos de fibra óptica

Cabos de fibra ótica operam até 2016

A empresa Angola Cables deverá por em operação, até meados de 2016, os cabos submarinos que implantará ligando Fortaleza ao país africano e às cidades de Santos e Miami. Ao todo, deverão ser investidos cerca de US$ 260 milhões e as obras, segundo garante o CEO da empresa, António Nunes, deverão ter início ainda este ano.

A Angola Cables instalaria a fibra ótica entre a cidade angolana de Luanda e Fortaleza em parceria com a estatal Telebras, em um investimento de US$ 160 milhões. No início deste ano, contudo, a brasileira informou a desistência no projeto. A Angola Cables, então, decidiu manter o empreendimento, com investimento próprio, constituindo, entretanto, uma empresa brasileira que atuará como operadora sócia no projeto.

“O que estamos fazendo no momento é formar um operador novo, que vai operar a parte brasileira do cabo. A empresa brasileira, portanto, será parceira do cabo no Brasil, mas o investimento será feito fundamentalmente pela Angola Cables. Pretendemos que a empresa a ser constituída tenha sede em Fortaleza, especificamente para o projeto”, esclarece Nunes.

De acordo com ele, a empresa já enviou solicitação à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para que seja autorizada a atuar como operadora do cabo e o processo se encontra em análise no órgão. “Quando aprovado, iremos colocar as solicitações também ao Governo do Ceará de forma a ter autorizações para o landing (aterragem) do cabo. Provavelmente, o cano sairá da Praia do Futuro, onde deveremos também construir uma estação para fazer a chegada do cabo”, acrescenta.

Atualmente, para que a África possa conectar a América do Sul, os dados precisam passar pela Europa e depois para os Estados Unidos.

Impacto

“Este cabo muda muita coisa. Do ponto de vista africano, a África passará a ter diversidade de conectividade, ou seja, passará a poder se ligar à América do Sul diretamente”, analisa. “Isso significa que vamos melhorar a conectividade e melhorar o custo dela. Temos aqui algumas alavancas de ganho”, afirma.

Para o Brasil, ele garante que as vantagens são semelhantes. “É algo similar ao que temos na África. O Brasil passará a ter conectividades diversificadas, as suas ligações ao mundo não terão forçosamente que passar pelo mesmo ponto. Isto é bom tanto para os países todos da América do Sul como para os países todos da África”.

Miami e Santos

Além desse projeto, a empresa também instalará um novo cabo interligando o país africano, por meio de Fortaleza, à cidade paulista de Santos e à norte-americana Miami. Serão, para este, aportados mais cerca de R$ 100 milhões. Para este, entretanto, não haverá nenhuma parceira, com o investimento também sendo bancado pela Angola Cables.

“Estamos criando em Angola mais um ‘hub’ africano das telecomunicações. A intenção é que tenhamos conectividade, tanto com o Brasil, diretamente, e seria feito através de Fortaleza e, a partir de Fortaleza, precisamos de ligações para o Sul do Brasil e para o norte da América do Norte. Por isso, o outro cabo que faz a ligação Santos-Fortaleza-Miami”, justifica o CEO da Angola Cables.

Fonte: O Diário do Nordeste

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