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Discurso – Depoimento – De Dhiogo Caetano

Discurso – Pronunciamento 

Para evoluir é necessária a dor.

O amor é a essência de todas as coisas.

Ninguém suporta mais o desamor, a violência, o desrespeito com o outro e com o mundo que nos circunda, é chegada a hora de construir a paz.

A paz do mundo nasce em nós e se multiplica através das nossas ações.

Eu, você, todos nós podemos difundir uma mensagem do bem, da boa nova, da arte do bem viver.

Sejamos autênticos, coerentes e procuremos sempre pregar a verdade, o amor e a vida.

Não façamos da nossa sociedade um reflexo das atitudes nazistas. Pois a violência e a propaganda foram as principais armas utilizadas por Adolf Hitler. Analisemos o contexto à nossa volta. Lamentavelmente nos deparamos com uma realidade caótica. As ideologias da paz, da igualdade, da liberdade e da vida ainda não se concretizaram no seio da sociedade humana.

A prática de aprender supre todos os nossos anseios, promovendo a evolução da alma, da moral e do intelecto.

Saber ter é a prática de obter as coisas materiais, mantendo a segurança e a liberdade do ser. Porque toda forma de prisão inviabiliza a paz espiritual, eliminando a possibilidade da felicidade plena. Libertemo-nos das cadeias existenciais, o horizonte é infinito.

Os governantes deveriam investir menos no futebol e mais na educação brasileira, dando incentivos aos professores, poetas, jornalistas e escritores; para que juntos difundíssemos com maior ênfase a nossa cultura em nível nacional e internacional, rompendo com as barreiras impostas pela alienação, a qual bestializa a “nação Brasil”.

Retiremos as máscaras, vamos à luta, quem sabe defende um ideal, não espera o governo aplicar os seus métodos camuflados para silenciar, ludibriar e focalizar os pontos vulneráveis da sociedade, aplicando uma massa de manobra onde se desenvolve uma política de “pão e circo”.

Desperta Brasil, eliminemos a alienação, vamos à luta, pelos nossos direitos, pagamos e temos o direto de ter acesso à educação, saúde, saneamento básico, etc. Enquanto não desmistificarmos a visão que no Brasil tudo acaba em futebol, carnaval e mulher bonita, as nossas crianças designadas pelos os órgãos governamentais como a esperança de um futuro melhor, continuarão fazendo parte de uma grande maioria que está presente nos gráficos de índice de analfabetismo, de usuários de drogas, de mortes causadas pelo tráfico, pelo crime, pela bestialização social; junto com elas se esvai a esperança de um Brasil para todos os brasileiros.

É preciso eliminar a corrupção, o “povo” precisa reivindicar e indignar-se com tais atitudes.

Que possamos ao longo da caminhada evolutiva deixar resquícios pragmáticos de uma existência coerente.

Será que um dia o índio será reconhecido como cidadão, não mais sendo esquecido, permanecendo nas bases subterrâneas do mundo contemporâneo? Os índios também são humanos, não “animais irracionais”. Eles pensam, buscam, falam e têm uma história para contar.

“Brasil mostra a tua cara, quero ver quem paga pra gente viver assim!?” Chega! Não nos podemos bestializar diante dos fatos, são nossos pais, filhos e amigos que estão morrendo todos os dias por causa da violência que cresce de forma devastadora.

Os governantes e a mídia chinfrim procuram divulgar diversas teses com diferentes objetivos, para promoverem o conflito interno entre os grupos até então exilados pelo sistema.

É preciso analisar a nossa realidade, não importa os diversos discursos alienantes, os quais não solucionam os conflitos sociais do nosso país, mas novamente silenciam a voz de um “povo” que por décadas foi bestializado.

Alicercemo-nos em conceitos e ideologias antes não analisadas. É preciso observar criteriosamente as construções ideológicas à nossa volta, “não deixando a marola levar-nos de forma a crucificar algo”.

Vivemos em uma pátria amada Brasil, um Brasil que sempre deixou a desejar com seus “patriotas”, os quais vivem na miséria, em um contexto onde um trilhão e meio de reais é arrecadado através dos impostos embutidos até no gole de água que bebemos.

Dhiogo José Caetano. Professor, escritor e jornalista. 

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