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NOSSAS ELEIÇÕES e L. FRANK BAUM -Por Carlos Magno de Melo

Nossas eleições e L. Frank Baum

Carlos Magno de Melo

carlosmagnodemelo@hotmail.com

              L. Frank Baum escreveu “O Mágico de Oz”. Em Portugal, conhecido como “O Feiticeiro de OZ”. É mais ou menos assim: chegou a Oz, em um balão desgovernado, um tripulante que, para se proteger das bruxas, mediante truques, conseguiu criar o mito de que era um bruxo maior do que elas, as feiticeiras. Assim, ele mantinha-se a salvo.

            Nestas eleições que se rompem na aurora, cada dia mais próximas, versão segundo turno, criam-se situações de verdadeira beligerância para, no meio dos ruídos dos canhões, livrarem candidata e candidato do debate sobre o que realmente interessa. O programa de governo é nebuloso. Nada é dito claramente. Uma cortina de fumaça encobre os reais interesses do povo. Mas isto não parece ter a menor importância. O negócio é atacar o adversário, mais tratado como inimigo. Ou adversária e inimiga.

            Um período que seria muito útil para se conhecer as ideias do\a candidatos\a, os programas e intenções, caso cheguem ao governo (haverá um\a vencedor\a) , perde-se em ataques baixos, rasteiros e grosseiros. Estabelece-se um clima de vale tudo. Vale chute da testa para baixo.  Uma lástima. Deixa-se de apreciar o ideário para se focar no pessoal.

            Agora, com a internet, todo tipo de patifaria surge nas telas dos computadores. São blogueiros profissionais a serviço de uma ou outra candidatura. Fulano é isso, fulana é aquilo. Uma briga de foice no escuro.

            Chegaremos ao dia do pleito desconhecendo as qualidades do candidato ou da candidata. O eleitor só terá ciência dos defeitos pessoais e dos horrores plantados pelos os cultivadores de infâmias e tranquibérnias, de cada um dos postulantes, ou do postulante e da postulante ao cargo de presidência da república desta terra tão mal tratada.

            Os marqueteiros fazem barulho, criam mitos. É de cada lado um bruxo(a) se fazendo de mais poderoso(a).  O povo. Bem, o povo. Ah, sim o povo.

           

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