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UM GRANDE INVENTOR BRASILEIRO

O Fantástico Padre Landell de Moura e a
Transmissão sem Fio
Marcelo S. Alencar, Waslon T.
A. Lopes*, Thiago T. Alencar
Instituto de Estudos Avançados em Comunicações (Iecom)
Universidade Federal de Campina Grande
Campina Grande PB
*Faculdade ÁREA1, Salvador BA
Resumo
O padre Landell de Moura construiu o primeiro transmissor sem fio para a
transmissão de mensagens, em 1892. Em 1894, ele realizou a primeira
transmissão por meio de ondas hertzianas, com uma transmissão entre o
alto da Avenida Paulista e o alto de Sant’Anna, em São Paulo, cobrindo
uma distância de oito quilômetros. Entre 1903 e 1904, Landell de Moura
conseguiu, nos Estados Unidos, as pate
ntes de três inventos: o transmissor
de ondas (hertzianas ou landellianas), o telefone sem fio e o telégrafo sem
fio. A patente brasileira do aparelho do padre Landell recebeu o número
3279, em 1900. Este artigo conta um pouco de sua história.
Introdução
Roberto Landell de Moura nasceu no di
a 21 de janeiro de 1861, na cidade de
Porto Alegre, Rio Grande do Sul, na então
Rua de Bragança, hoje Marechal Floriano,
numa casa que fazia esquina com a antig
a Praça do Mercado, tendo sido batizado,
conjuntamente com sua irmã Rosa, a 19 de fevereiro de 1863, na Igreja do Rosário, de
cuja frequesia, anos mais tarde, e até falecer, viria a ser vigário. Ele foi o quarto de
doze irmãos, filhos de Inácio José Ferreira de Moura e Sara Mariana Landell de
Moura, ambos descendentes de tradiciona
is famílias do estado do Rio Grande do Sul
(FORNARI, 1960).
Landell de Moura estudou no Colégio dos
Jesuítas, em São Leopoldo, cidade
próxima a Porto Alegre, capital do Rio Grande
do Sul. Fez o curso de humanidades,
conhecido na época como Clássico, equivale
nte ao Ensino Médio, hoje em dia. Em
1879, Landell de Moura transferiu-se para o Ri
o de Janeiro, para estudar na Escola
Central, antiga Academia Real Militar, f
undada em 1792, por ordem de Dona Maria I,
Rainha de Portugal, com o nome de Real
Academia de Artilharia, Fortificação e
Desenho, e hoje com o nome de Instit
uto Militar de
Engenharia (IME).
Aparentemente, ele se empregou em um ar
mazém de secos e molhados para custear
sua estadia na capital do
Império (ALENCAR, 2003).
Ilustração 1: Padre Roberto Landell de Moura.
No Rio de Janeiro Landell de Moura pa
ssou apenas alguns meses. Seu irmão,
Guilherme, que pretendia seguir carreira ec
lesiástica, passou pelo Rio de Janeiro, a
caminho de Roma, Itália, e o convenceu a
abraçar o sacerdócio. No Brasil do século
19 e até o início do século 20 era importante que cada família tradicional tivesse um
padre, assim como um oficial
militar (NASCIMENTO; REIS, 1982}.
Landell de Moura freqüentou o Colé
gio Pio Americano e também a
Universidade Gregoriana, em Roma, como
aluno de Física e Química, matérias para
as quais mostrava inclinação desde criança. Ele foi ordenado sacerdote em 28 de
novembro de 1886. De volta ao Brasil, foi
residir na casa dos
padres no Morro do
Castelo, Rio de Janeiro, época
em que teve oportunidade de
trocar algumas idéias com
D. Pedro II, Imperador do Br
asil, sobre transmissão do som,
assunto que fascinava D.
Pedro II desde 1856 e que o levou a financ
iar parte dos trabalhos de Alexander
Graham Bell nos Estados Unidos (ALENCAR, 2004).
O padre Roberto Landell de Moura constr
uiu o primeiro transmissor sem fio
para a transmissão de mensagens, em
1892, alguns anos antes de Marconi começar
seus primeiros testes na Itãlia. Em 1894,
ele realizou a primeira transmissão pública
por meio de ondas hertzianas, entre o alto da
Avenida Paulista e o alto de Sant’Anna,
em São Paulo, cobrindo uma distância
de oito quilômetros. Entre 1903 e 1904,
Landell de Moura conseguiu, nos Estados Uni
dos, as patentes de três inventos: o
transmissor de ondas (hertzianas ou landelliana
s), o telefone sem fio e o telégrafo sem
fio. A patente brasileira do aparelho
do padre Landell recebeu o número 3279, e foi
obtida em 1900. Este artigo conta um pouco
de sua história, com o objetivo de
permitir que seu nome figure entre os grande
s inventores na área de comunicações de
todos os tempos.


O Padre Landell de Moura
a e Seus Princípios
Após curta temporada no Rio de Janeiro, o padre Landell de Moura foi
designado capelão e professor de História
Universal do Seminário Episcopal de Porto
Alegre. Em 1891, foi nomeado vigário paro
quial de Uruguaiana e, em 1982, foi
transferido para o estado de São Paulo,
onde, por sete anos, trabalhou como vigário
em Santos, Campinas e Sant’Ana.
Em 1893, o padre Landell de Moura trab
alhava na cidade de Campinas,
interior do estado de São Paul
o. Fazia alguns anos que ele havia chegado da Itália e a
calma da cidade permitiu-lhe desenvolver
suas idéias sobre a transmissão sem fio,
cujos princípios foram enunciados por ele mesmo:
“Todo movimento vibratório que até
hoje, como no futuro, pode ser
transmitido através de um condutor, poderá
ser transmitido através de um feixe
luminoso; e, por esse mesmo fato, poderá
ser transmitido sem o concurso desse
agente”.
“Todo movimento vibratório tende a transmitir-se na razão direta de sua
intensidade, constância e uni
formidade de seus moviment
os ondulatórios, e na razão
inversa dos obstáculos que se opus
erem à sua marcha e produção”.
“Dai-me um movimento vibratório tã
o extenso quanto a distância que nos
separa desses outros mundos que rolam s
obre nossa cabeça, ou so
b nossos pés, e eu
farei chegar minha voz até lá”.
Esse último princípio provocou a ira
de muitos paroquianos e de algumas
autoridades eclesiásticas – em 1893 um pa
dre brasileiro assegurava a transmissão
entre diferentes sistemas planetários e,
contra o que pregavam os ensinamentos
seculares da Igreja, insinuava a existê
ncia de vida em outros mundos. Seu
laboratório, montado a custo de muito trabal
ho e suor, foi mais de uma vez destruído.
Mas o padre Landell de Moura, pacientemente, reconstruía seus equipamentos e
continuava seu trabalho científico. Ele ch
egou, inclusive, a idealizar o teletipo, o
controle remoto e uma forma de tran
smissão de televisão (ALMEIDA, 1983).
Os Experimentos em Comunicações sem Fio
O padre Landell de Moura vivia,
então, carregando seus misteriosos
embrulhos, que continham as peças de um
aparelho por ele inventado e com o qual –
segundo afirmava – poderia falar com outra
pessoa colocada a quilômetros de
distância, sem ser necessário fio algum
(FORNARI, 1960). Alguns interessados
pediram-lhe provas. O padre, com o seu ap
arelho ainda rudimentar
, realizou várias
experiências de transmissão e recepção sem
fio da voz e todas elas tiveram completo
êxito.
Essas experiências, algumas das quais
levadas a efeito com a finalidade de
interessar as autoridades e conseguir fi
nanciadores para o aperfeiçoamento e
exploração industrial de seu invento, tiveram
lugar, do alto da Avenida Paulista ao
alto de Sant’Anna, numa dist
ância aproximada de oito qu
ilômetros, em linha reta –
mais de um ano antes, portanto, da primeira
e elementar experiência realizada, por
intermédio das ondas hertzianas, por Gug
lielmo Marconi, em Pontéquio, perto de
Bolonha, Itália, na primavera de 1895, e cer
ca de seis anos antes de seu primeiro
radiograma.
O padre Landell de Moura, apesar das pe
rseguições que sofria, declarou, na
época (FORNARI, 1960):
“Quero mostrar ao mundo que a Igreja
Católica não é inimiga da Ciência e do
progresso humano. Indivíduos, na Igreja,
podem, neste ou naquele caso, haver-se
oposto a esta verdade; mas fizeram-no por
cegueira. A verdadeira fé católica não a
nega. Embora me tenham acusado de partic
ipante com o diabo e interrompido meus
estudos pela destruição de meus aparelhos,
hei de sempre afirmar: isto é assim e não
pode ser de outro modo… Só agor
a compreendo Galileu exclamando:
E pur se
muove!

Em 1900, finalmente, sempre persegui
do por toda sorte de vexames e
dificuldades financeiras, consegue obter
uma patente brasileira, sob o número 3279,
expressamente concedida, co
mo descrito no documento,
“Para um aparelho apropriado à transmi
ssão da palavra à distância, com ou
sem fios, através do espaço, da terra e da água”.
Vale a pena reproduzir a nota publicad
a no Jornal do Commercio, de São
Paulo, em 10 de junho de 1900, sobre uma
das experiências do padre Landell
(ALENCAR, 2003):
“No domingo próximo passado, no Alto de
Sant’Anna, cidade de São Paulo, o
padre Roberto Landell fez uma experiência co
m vários aparelhos de sua invenção, no
intuito de demonstrar algumas leis por el
e descobertas no estudo da propagação do
som, da luz e da eletricidade, através do espaço, da terra e do elemento aquoso, as
quais foram coroadas de brilhante êxito.
Estes aparelhos eminentemente prátic
os são, como tantos corolários,
deduzidos das leis supracitadas. Assistiram
a esta prova, entre outras pessoas, o Sr. P.
C. P. Lupton, representante do Governo Britânico, e sua família”.
Mais interessante ainda é a descrição, fe
ita pelo próprio padre Landell, de dois
de seus inventos:
“O Anematófono é um aparelho com o qual, sem fio, obtém-se os efeitos da
telefonia comum, porém com muito mais
nitidez e segurança, visto funcionar ainda
mesmo com vento e mau tempo. É admirável es
te aparelho pelas leis inteiramente
novas que revela, como, outrossim, o que se segue:
O Teletition, sorte de telegrafia fo
nética, com o qual, sem fio, duas pessoas
podem se comunicar, sem que sejam ouvida
s por outra. Creio que com este meu
sistema poder-se-á transmitir, a grandes distâncias e com muita economia, a energia
elétrica, sem que seja precis
o usar-se fio ou cabo condutor”.
O padre Landell chegou a oferecer a patent
e de seu invento ao Sr. Lupton, para
que a Inglaterra industrializasse o transmi
ssor sem fio. Parentes e velhos amigos do
padre, consultados a esse
respeito, disseram que o
Sr. Lupton, que era homem
formalista e de poucas luzes científicas,
não chegara a levar o
oferecimento do padre
Landell de Moura ao conhecimento da Ingl
aterra, por não acreditar na utilidade
prática (e comercial, principa
lmente) da Telefonia sem fio.
Outra versão afirma que o cônsul ficara tão deslumbrado com o invento, que
prometia revolucionar totalmente a ciênci
a contemporânea, que aconselhara o padre
Landell a transferir-se para a Grã-Bretanha
, a fim de lá patentear seus inventos e,
depois dessa formalidade necessária, doá-los en
tão, diretamente, à ra
inha Vitória, para
o que se prontificava a conseguir de
seu Embaixador as
credenciais que o
recomendariam ao Governo de seu país – al
ternativa que o padre não aceitou por ter,
para isso, que custear de seu bolso todas
as despesas de passagem e manutenção.
Uma terceira versão para o episódio diz que o oferecimento fora encaminhado,
mas que a burocracia anglo-saxônica era,
como a brasileira, tão emperrada e
demorada, que os papéis referentes ao pro
cesso, dez anos mais tarde, ainda deviam
ainda estar transitando pe
los canais competentes.
As Patentes Obtidas nos Estados Unidos da América
Landell de Moura decidiu partir para
os Estados Unidos, em 1901, para lá
patentear seus inventos, te
ndo em vista as dificuldades
para industrializá-los no
Brasil. Juntou algum dinheiro e partiu, em
meados do ano, pensando em retornar
rapidamente. Um jornalista especia
lizado norte-americano, em uma coluna do
New
York Herald
de 12 de outubro de 1902, descreve
o padre Landell de Moura como “um
cavalheiro de uns quarenta a
nos de idade” que estava
na plenitude de seu gênio
(HERALD, 1902).
O padre Landell de Moura viveu nos Esta
dos Unidos por um período de três
anos, durante os quais entusiasmou os meio
s científicos norte-americanos com seus
inventos, entre os quais os três
mais importantes para o mundo: o
Telefone sem fio
, o
Telégrafo sem fio
e o
Transmissor de ondas
.
Sua demora nos Estados Unidos, no entant
o, tem uma história: três meses após
sua chegada, em documento datado de
4 de outubro de 1901, o padre Landell de
Moura requereu a patente de
seu primeiro invento, o
Telefone sem fio
, acreditanto
que, uma vez patenteado o telefone (o que
julgava por conseguir em questão de
semanas), os meses restantes seriam sufi
cientes para obter o patenteamento dos
demais inventos.
O Escritório de Patentes de Washington
The Patent Office
, porém, não ficou
satisfeito com a exposição teórica de seu
requerimento. “Eram tão revolucionárias as
suas teorias – foi-lhe declarado naquela
repartição, segundo informaram seus irmãos
Pedro e Dr. João Landell de Moura, pessoas
bastante conhecida
s em Porto Alegre,
onde gozavam do mais alto conceito – que
a patente não poderia ser concedida sem a
apresentação de um modelo
do aparelho, para demonstr
ações práticas” (FORNARI,
1960).
Foi no decurso desses três trabalhosos
anos que ele requereu, em ofícios
datados de 16 de janeiro de 1902 e 9 de fevereiro de 1903, respectivamente, o
patenteamento de outros dois inventos: o
Telégrafo sem fio
e o
Transmissor de ondas
.
Entretanto, ainda para esses,
The Patent Office
exigia os respectivos modelos,
o que foi feito. Uma vez apresentados, foram-lhe concedidas, finalmente, as três
patentes, assim mesmo somente depois de re
petidas e meticulosas provas e contra-
provas, que consumiram dois anos. É que
, dada a responsabilidade que aquela
república assumiria perante o mundo, com a e
xpedição do reconhecimento oficial de
tão relevantes inventos, que, fatalmente
, viriam imprimir novas e imprevisíveis
perspectivas à civilização e às relações
entre povos, não seria aconselhável registrá-
los sem, antes, ter tido provas materiais conc
ludentes, positivas, da
exatidão de suas
teorias e da eficiência
de seus aparelhos.
Cumpridas essas formalidades, foram-lh
e entregues as patentes sob números
771 917 de 11 de outubro de 1904 (
Transmissor de ondas
); 775 337, de 22 de
novembro de 1904 (
Telefone sem fio
), e 775 846, da mesma data (
Telégrafo sem fio
).
Com o sentimento do dever cumprido, o
padre Landell de Moura retorna ao
Brasil em princípios de 1905. Pretendia ser
esse, entretanto, um
regresso de curta
duração. O padre Landell de Moura pensava em
permanecer apenas três meses no Rio
de Janeiro, retornando então a Nova York, a
fim de ali, terra de maiores recursos
científicos, não só prosseguir os seus est
udos e experimentos, mas ainda patentear seis
outros importantes inventos, hoje desapar
ecidos. Entretanto, o futuro cônego não
sairia mais do Brasil, e seria forçado a
abandonar seus trabal
hos de investigação
científica.
O padre Landell de Moura também c
onhecia as propriedades do selênio, em
relação à sensibilidade do material aos raios
azuis, violetas e ultravioletas e, apesar
dele não constituir a base essencial de um de seus mais importantes inventos, há
algum tempo ele vinha utilizando-o em algumas de suas transmissões. O padre
Landell de Moura já se utilizava do efeito
fotoelétrico, estudado pelo Prof. Ernest
Ruhmer, e que valeu a Albert Einstein o pr
êmio Nobel de 1905, para a transmissão de
informação usando um feixe luminoso.
Para melhor esclarecer o assunto, segue um resumo de cinco sistemas de
transmissões aéreas que constam das três
Patentes expedidas pelo governo norte-
americano (FORNARI, 1960):

Transmissão acústica da voz articulada, ou
fonografada, a curta distância, mediante
uma corrente de ar mandada na mesma trajetór
ia percorrida pela voz, ao natural, no
intuito de reforçá-la;

Transmissão acústica luminosa, por meio de
um feixe de luz. A influência desse
feixe, como da corrente de ar, no prim
eiro sistema, foi descoberta pelo padre
Landell de Moura;

Transmissão elétrica da voz humana, por
intermédio de um feixe luminoso
produzido por um arco voltáico, ou qualquer
outra fonte de irradiações actínias. O
receptor, que é uma cápsula selênica, só funciona sob a ação dos raios actínicos,
uma propriedade também descoberta pelo padre;

Transmissão electromagnética do sistema fônico, harmônico, luminoso e da voz
humana, mediante a superposição de vibr
ações elétricas irradiantes. Neste caso, o
padre Landell de Moura utilizav
a-se de sua lâmpada de tr
ês eletrodos
e de vários
outros aparelhos que figuram em suas patentes, combinados entre si, e segundo os
efeitos que o mesmo tinha em mente pr
oduzir quando telegrafava, ou telefonava,
sem fio condutor;

Transmissão elétrica do sistema fônico da
palavra ou da nota musical, mediante
cintilações produzidas por uma lâmpada de sua invenção, dita
cintilante
, e a qual
figura de seu
Transmissor de ondas
.
A descrição do que seriam
ondas landellianas
, feita por um jornal de São Paulo
que, em 1900, se ocupou das teorias científic
as do padre inventor, lembra o que hoje
se denomina
sóliton
(FORNARI, 1984).
“Embora sejam, aparentemente, do mesmo gênero das
ondas hertzianas
, todavia
diferem muito destas últimas, por que es
tas são ondas mais ou menos amortecíveis e
produzidas por movimentos vibratórios elét
ricos sem constância nem uniformidade,
que vão, pouco a pouco, decrescend
o, ao passo que aquelas – as
ondas landellianas

não estão sujeitas a tais transformações
e são produzidas por movimentos vibratórios
elétricos cujos valores ondulatórios são
contínuos, e permanecem sempre iguais.
Em suas teorias sobre superposição dos
movimentos vibratórios, acústicos,
luminosos, radiantes e eletromagnéticos, pa
ra transmitir e receber o sinal fônico,
luminoso, harmônico, acústico e da voz humana
articulada, ou fonografada, através do
espaço, da terra, do elemento aquoso, essas ondas têm uma ação definitiva, pois se
projetam de modo contínuo, entre as estações transmissora e receptora, formando um
campo ondulatório permanente e uniforme. E
era através desse campo que ele enviava
suas mensagens telegráficas e telefônicas”.
A concepção desse “campo ondulatório at
ravés do espaço” não era apenas uma
idéia genial, mas uma realidade científica,
depois aproveitada para diversos fins. O
padre Landell de Moura expressava tantas
vezes em entrevistas a possibilidade de
transmitir a imagem a grandes distâncias –
antecipando em décadas o aparecimento da
televisão.
O Fim do Gênio Esquecido
O padre Landell de Moura, ao retornar dos Estados Unidos ao Rio de Janeiro,
em 1905, solicita ao Presidente da República,
Dr. Rodrigues Alves, dois navios para
demonstrar seus inventos. Um oficial de ga
binete do Presidente
fica boquiaberto ao
saber que o padre falava em transmissão a
qualquer distância e aconselha o Presidente
a não permitir o experimento, achando que o padre era maluco.
Diante da negativa disfarçada da Secret
aria da Presidência da República e da
dúvida que se lançava sobre a legitimidade
de seus inventos, pr
ofundamente abalado,
completamente desiludido, o padre Landell
de Moura, num ímpe
to de irritação,
destruiu seus aparelhos e encaixotou seus livros, cadernos e documentos, já agora
resolvido a voltar-se exclusivamente ao sace
rdócio, em que, por certo, haveria de
encontrar consolo para as suas desv
enturas e decepções (FORNARI, 1984).
O Monsenhor Roberto Landell de Moura,
o pioneiro esquecido, o precursor da
transmissão sem fio, o esqueci
do inventor brasileiro, morre
u anonimamente, aos 67
anos de idade, no dia 30 de julho de
1928, num modesto quart
o da Beneficência
Portuguesa, de Porto Alegre, cercado apenas por
seus parentes e meia dúzia de amigos
fiéis e devotados.
Quatro anos antes de sua morte, no
dia 3 de novembro 1924, declarava o já
então Cônego Penitenciário Landell de M
oura a um redator do
extinto órgão porto-
alegrense
Última Hora
, o qual o entrevistara por motivo
da anunciada instalação, pela
Rádio Clube Paranaense
, de uma emissora de grande potência, em Curitiba
(FORNARI, 1960):
“Deus serviu-se de minha humilde pessoa para levantar o véu que encobre os
segredos da natureza, porquanto o sistema
de radiotelefonia, atualmente em uso, é
baseado no princípio da superposição dos
movimentos ondulatór
ios elétricos e na
aplicação de uma lâmpada semelhante à lâmp
ada de Crookes, de três eletrodos, um
pouco modificada, e a qual serve tanto para
transmitir quanto para receber mensagens
telefônicas e telegráfi
cas, sem fio condutor”.
Realmente, a descoberta deste princípio,
a invenção e aplicação dessa lâmpada
(válvula) devem-se ao padre Landell de M
oura, e não somente para esses fins, mas
também para outros, todos de grande al
cance científico. Ninguém antes dele havia
utilizado ondas eletromagnéticas (
ondas landellianas
, como era dito na época)
geradas pela lâmpada supra-mecionada para a transmissão de informação. Essa
extraordinária conquista cabe, integralment
e, a ele, pois apenas em 1907 Lee De
Forest apresentaria ao mundo sua célebre “L
âmpada de três eletrodos”, utilizada por
Howard Armstrong para desenvolver o
rádio homodino nos Estados Unidos.
O Brasil, que esquecera seu maior inventor na área de telecomunicações,
iniciava a República como me
mbro da União Postal Inte
rnacional e fazendo parte de
todos os acordos inte
rnacionais que regulavam
a telegrafia, os cabos submarinos e a
sinalização marinha (OAKENFULL, 1912).
Referências
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“PRA-8 – O Rádio no Brasil”
. Fatorama, Brasília, Brasil (1997).
ALENCAR, M. S.,
“O Fantástico Padre Landell de Moura”
. Artigo para jornal
eletrônico na Internet, Jornal do Commercio
On Line
, Recife, Brasil (2000).
ALENCAR, M. S.,
“Historical Evolution of Telecommunications in Brazil”
.
Project 2002-076 — Final Report, IEEE
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ALENCAR, M. S., ALENCAR, T. T. & LOPES, W. T.~A.,
“What Father Landell
de Moura Used to Do in His Spare Time”
. In Proceedings of the 2004 IEEE
Conference on the History of Electronics,
Publicado em CD, Bletchley Park, England
(2004).
ALMEIDA, B. H.,
“O Outro Lado das Telecomunicações – A Saga do Padre
Landell”
. Editora Sulina, Porto Alegre, Brasil (1983).
AVELLAR, T. S.,
“Organização das Telecomunicações no Brasil”
. Palestra
proferida durante o I Encontro Regiona
l de Comunicações e Microondas, UFPB,
Campina Grande (1985).
CARNEIRO, G.,
“Brasil, Primeiro — Histó
ria dos Diários Associados”
. Fundação
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ília, Brasil (1999).
FORNARI, E.,
“O Incrível Pe. Landell de Moura”
. Editora Globo, São Paulo,
Brasil (1960).
FORNARI, E.,
“O Incrível Pe. Landell de Moura”
. Biblioteca do Exército Editora,
Rio de Janeiro, Brasil (1984).
NASCIMENTO, A. & REIS, M. S,
“Subsídios para Saldar uma Dívida”
.
Tipografia Costa Carregal,
Porto, Portugal (1982).
OAKENFULL, J.~C.,
“Brazil in 1911”
. Butler & Tanner, Frome and London,
London, Great Britain (1912).
Ilustração 2: Patente 771.917 (folha 1)

 

 

Roberto Landell de Moura
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Roberto Landell de Moura
Física e química
Landell de Moura retratado em 1908.
Dados gerais
Nacionalidade Brasil Brasileira
Nascimento 21 de janeiro de 1861
Local Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil
Morte 30 de junho de 1928 (67 anos)
Local Porto Alegre
Causa Tuberculose
Progenitores
Mãe Sara Mariana Landell
Pai Inacio José Ferreira de Moura
Atividade
Campo(s) Física e química
Alma mater Pontifícia Universidade Gregoriana
Conhecido(a) por estudos na área transmissão sem fio via rádio

Roberto Landell de Moura (Porto Alegre, 21 de janeiro de 1861 — Porto Alegre, 30 de junho de 1928) foi um padre católico, cientista e inventor brasileiro, considerado o Patrono dos Radioamadores do Brasil.1 2 Também é considerado, no Brasil, o pioneiro do rádio.3

O trabalho de Landell de Moura envolvendo experimentos com ondas eletromagnéticas foi pioneiro, tendo possivelmente sido o primeiro a transmitir a voz humana por rádio com sucesso.4 5

Landell de Moura conseguiu patentear seus inventos tanto no Brasil como nos Estados Unidos. No Brasil, obteve a patente n° 3.279, em 9 de março de 1901. Nos Estados Unidos, recebeu, em 11 de outubro de 1904, a patente de número 771.917, para seu “Transmissor de Ondas” e, em 22 de novembro do mesmo ano, as patentes de número 775.337, para seu “Telefone sem Fio”, e 775.846, para seu “Telégrafo sem Fio”.6 7 8

Por ocasião dos 150 anos de seu nascimento, celebrado em 21 de janeiro de 2011, o Padre Landell de Moura teve seu nome inscrito no Livro dos Heróis da Pátria, através da Lei Nº 12.614, sancionada pela Presidência da República do Brasil em 27 de abril de 2012.9

Índice

1 O Padre Landell
2 Transmissão da voz
3 Incompreensão e descaso do Brasil
4 Patente brasileira e estadunidense
5 Demonstração dos inventos em 1984
6 Reconhecimento
6.1 Movimento Landell de Moura (MLM)
7 Documentos originais
8 Referências
9 Ver também
10 Ligações externas
11 Bibliografia

O Padre Landell

O padre Landell de Moura nasceu no centro da cidade de Porto Alegre (RS), em 1861. Realizou os seus primeiros estudos em Porto Alegre e São Leopoldo, antes de seguir para a Escola Politécnica do Rio de Janeiro. Em companhia do irmão Guilherme, seguiu para Roma, matriculando-se em 22 de março de 1878 no Colégio Pio Americano e na Universidade Gregoriana, onde estudou física e química. Completou sua formação eclesiástica em Roma, formando-se em Teologia, e foi ordenado sacerdote em 1886.10

Quando voltou ao Brasil, substituiu algumas vezes o coadjutor do capelão do Paço Imperial, no Rio de Janeiro, e manteve longos diálogos científicos com D. Pedro II. Depois disso, serviu em uma série de cidades dos Estados do Rio Grande do Sul e de São Paulo: Porto Alegre, Uruguaiana, Santos, Campinas, São Paulo, Mogi das Cruzes (1906-1907).

Em Roma, iniciou os estudos de física e eletricidade. No Brasil, como autodidata continuou seus estudos, e realizou as suas primeiras experiências públicas na cidade de São Paulo, no final do século XIX.
Transmissão da voz

Notícia no Jornal do Commercio de 10 de junho de 1900.

Capela de Santa Cruz.

Foi pioneiro na transmissão da voz, utilizando equipamentos de rádio de sua construção patenteados no Brasil em 1901, e, posteriormente, nos Estados Unidos em 1904. Landell transmitiu a voz humana por meio de dois veículos; o primeiro, um transmissor de ondas que utilizava um microfone eletromecânico de sua invenção que recolhia as ondas sonoras através de uma câmara de ressonância onde um diafragma metálico abria e fechava o circuito do primário de uma bobina de Ruhmkorff, e induzia no secundário dessa bobina uma alta tensão que era irradiada ou através de uma antena ou de duas esferas centelhadoras. A detecção era feita por dispositivos que foram sendo melhorados ao longo do tempo.

O segundo meio utilizado pelo cientista era através do aparelho de telefone sem fio, que utilizava a luz como uma onda portadora da informação de áudio. Neste aparelho, as variações das pressões acústicas da voz do locutor eram transformadas em variações de intensidade de luz, de acordo com a onda de voz, que eram captadas em seu destino por uma superfície parabólica espelhada em cujo foco havia um dispositivo cuja resistência ohmica variava segundo as variações da intensidade de luz. No circuito de detecção havia apenas o dispositivo fotossensível, uma chave, um par de fones de ouvido e uma bateria. Por utilizar a luz como meio de transporte de informação, Landell é considerado um dos precursores das fibras ópticas.

O padre Landell realizou experiências a partir de 1892 e 1893, em Campinas e em São Paulo. O jornal O Estado de S.Paulo noticiou que, em 1899, ele transmitiu a voz humana a partir do Colégio das Irmãs de São José, hoje Colégio Santana, no alto do bairro de Santana, zona norte da capital paulista. Também efetuou demonstrações públicas de seu invento no dia 3 de junho de 1900 sendo noticiada pelo Jornal do Commercio de 10 de junho de 1900:

“No domingo passado, no alto de Santana, na cidade de São Paulo, o padre Landell de Moura fez uma experiência particular com vários aparelhos de sua invenção. No intuito de demonstrar algumas leis por ele descobertas no estudo da propagação do som, da luz e da eletricidade através do espaço, as quais foram coroadas de brilhante êxito. Assistiram a esta prova, entre outras pessoas, Percy Charles Parmenter Lupton, representante do governo britânico, e sua família”.

Em 1903, Arthur Dias, em seu livro “Brasil Actual”, faz referência a Landell de Moura descrevendo, entre outras coisas, o seguinte:[carece de fontes]
“ …logo que chegou a S. Paulo, em 1893, começou a fazer experiências preliminares, no intuito de conseguir o seu intento de transmitir a voz humana a uma distância de 8, 10 ou 12 km, sem necessidade de fios metálicos. ”

Conforme relata Medeiros (2007), a primeira transmissão rádio da voz humana foi realizada por Landell ainda em 1893:
“ No Brasil, o Padre Roberto Landell de Moura (…) projetou um transmissor de rádio e fez a primeira transmissão da voz através de ondas eletromagnéticas, na Av. Paulista, cidade de São Paulo, em 1893. Ouvida com clareza em um receptor instalado no alto de Santana, a uma distância de oito quilômetros, a transmissão pública pode ser considerada a primeira do mundo, por ter ocorrido bem antes dos experimentos bem-sucedidos de Marconi.

Precursor das comunicações rádio no Brasil, o Padre Moura, devido às inúmeras dificuldades, não pôde patentear o seu importante invento.

— Julio César de Oliveira Medeiros3 .

Após alguns meses de penosos trabalhos, obteve excelentes resultados com um dos aparelhos construídos. O telefone sem fios é reputado a mais importante das descobertas do padre Landell, e as diversas experiências por ele realizadas na presença do vice-cônsul inglês de S. Paulo, Sr. Percy Charles Parmenter Lupton, e de outras pessoas de elevada posição social, foram tão brilhantes que o Dr. Rodrigues Botet, ao dar notícias desses ensaios, disse não estar longe o momento da sagração do padre Landell como autor de descobertas maravilhosas”.
Incompreensão e descaso do Brasil

O êxito das experiências do Padre Landell não teve a devida acolhida das autoridades brasileiras da época, conforme se verifica em reportagem publicada no jornal La Voz de España, (editado em S. Paulo), no dia 16 de dezembro de 1900, que diz:

quantas e que amargas decepções experimentou Padre Landell ao ver que o governo e a imprensa de seu país, em lugar de o alentarem com aplauso, incentivando-o a prosseguir na carreira triunfal, fez pouco ou nenhum caso de seus notáveis inventos.

Estava em Campinas quando, numa tarde, ao retornar da visita a um doente, encontrou a porta da casa paroquial arrebentada e seu laboratório e instrumentos completamente destruídos.

Visto por uma população ignorante como “herege”, “impostor”, “feiticeiro perigoso”, “louco”, “bruxo” e “padre renegado” por seus experimentos envolvendo transmissões de rádio dois dias antes em São Paulo, pagou com sofrimento, isolamento e indiferença sua posição de absoluto vanguardismo científico.

Em junho de 1900, por carta, Landell de Moura pretendeu doar seus inventos ao governo britânico, como registrou em pesquisa para doutorado na USP, em 1999, o historiador da ciência Francisco Assis de Queiroz.

Em 1905, ao retornar ao Brasil após uma estada de três anos nos Estados Unidos, ainda teve energia para enviar uma carta ao presidente da República, Rodrigues Alves. Solicitava dois navios da esquadra de guerra para demonstrar os seus inventos que revolucionariam a comunicação (chegou a dizer que, no futuro, haveria comunicação interplanetária). O assistente do presidente, no entanto, preferiu interpretá-lo como um “maluco” e o pedido foi negado. Na Itália, quando fez um pedido semelhante, Marconi teve toda a esquadra à disposição.

Landell não conseguiu financiamento privado ou governamental para continuar as suas pesquisas nem para construir equipamentos de rádio em escala industrial.
Patente brasileira e estadunidense
Memorial Descritivo – folha 01 – da Patente Brasileira de Landell de Moura,Pat. 3279 de 9 de março de 1901.
Desenho detalhe de aparelho de comunicação da patente brasileira de Landell de Moura, N. 3279 de 9 de março de 1901.
Memorial Descritivo – última folha – da patente brasileira de Landell de Moura, N. 3279 de 9 de março de 1901.

Em 9 de março de 1901, Landell de Moura, obteve para seus inventos, a patente brasileira número 3.279. Poucos meses depois seguiu para os Estados Unidos, e em 4 de outubro de 1901 deu entrada no The Patent Office de Washington, DC, pedindo privilégio para as suas invenções, tendo obtido, em 11 de outubro de 1904 a patente 771.917, para um transmissor de ondas e em 22 de novembro de 1904, as patentes 775.337, para um telefone sem fio, e a 775.846 para um telégrafo sem fio.

Os seus trabalhos foram noticiados em 12 de outubro de 1902, no jornal americano “The New York Herald”, em reportagem sobre as experiências desenvolvidas na época, inclusive por cientistas americanos, alemães, ingleses dentre outros, na transmissão de sons sem uso de aparelhos com fio. Ressalta o jornal:

“Por entre os cientistas, o brasileiro Padre Landell de Moura é muito pouco conhecido. Poucos deles tem dado atenção aos seus títulos para ser o pioneiro nesse ramo de investigações elétricas. Mas antes de Brigton e Ruhmer, o Padre Landell, após anos de experimentação, conseguiu obter uma patente brasileira para sua invenção, que ele chamou de Gouradphone”.

O jornal publica uma ampla reportagem sobre Landell de Moura, sua vida e obra, completada por uma fotografia do Padre, intitulada:

“Padre Landell de Moura – inventor do telefone sem fio” (denominação de época para a radiotelefonia ou a transmissão da voz humana à distância sem fio condutor).

Nas cartas-patentes, fica claro que o padre Roberto Landell de Moura recomendou o emprego das ondas curtas para facilitar as transmissões quando essas ondas não eram sequer cogitadas por outros cientistas.

Além disso, Landell deixou manuscritos que provam que, em 1904, quando ainda estava nos EUA, projetou a transmissão de imagens (Televisão) e textos (Teletipo) à distância sem fios. Ele batizou a primitiva TV de “The Telephotorama” ou “A visão à distância”. Também há documentação de que foi um dos pioneiros no desenvolvimento do controle remoto pelo rádio. Esses projetos não foram adiante porque, como ele próprio disse em uma entrevista à imprensa brasileira, foi “forçado” a abandonar a carreira científica.[carece de fontes]
Tumba de Landell de Moura na Igreja do Rosário, em Porto Alegre, da qual foi pároco de 1915 até sua morte em 1928.

Roberto Landell de Moura faleceu de tuberculose, aos 67 anos, no anonimato científico, no Hospital da Beneficência Portuguesa, em Porto Alegre. Nos últimos momentos de sua vida, quando alguém indagou sobre os progressos da radiodifusão, ele simplesmente respondeu: “São águas passadas.”
Demonstração dos inventos em 1984

Em 7 de setembro de 1984, em Porto Alegre, foi feita uma demonstração pública utilizando-se um rádio montado por uma equipe da Cientec com base na patente norte-americana do padre-cientista (The Wave Transmitter).[carece de fontes] Na oportunidade, algumas palavras foram pronunciadas pelo então Governador do Estado, Jair Soares, provando que a invenção do Padre Landell realmente funcionou.
Reconhecimento

O Exército Brasileiro, numa homenagem ao insigne cientista gaúcho, concedeu em 2005 a denominação histórica de “Centro de Telemática Landell de Moura” ao 1° Centro de Telemática de Área, uma organização militar de telecomunicações, situada na cidade de Porto Alegre.

A Fundação Educacional Padre Landell de Moura foi assim batizada em homenagem ao padre-cientista, bem como o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), criado pela Telebrás em 1976, também batizado de “Roberto Landell de Moura”.

A inscrição do nome do Padre Roberto Landell de Moura no Livro dos Heróis da Pátria ocorreu em 27 de Abril de 2012.11
Movimento Landell de Moura (MLM)

O movimento Landell de Moura é abaixo assinado para que o Brasil dê o devido reconhecimento ao cientista brasileiro.[1].
Documentos originais

Os originais das anotações do Padre Roberto Landell de Moura estão no Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul.
Patente do Transmissor de Ondas – 11 de Outubro de 1904.

Patente do “Wireless Telegraph” Transmissor e Receptor de Telegrafia Sem Fio – “Wireless Telephone” – Pat. N.775.846 de 22 de Novembro de 1904.

Patente do Telefone Sem fio – “Wireless Telephone” – Pat. N.775.337 de 22 de Novembro de 1904.
Hardware do Telefone Semfio – “Wireless Telephone” – patenteado nos Estados Unidos em 1904.

Esquemático do Transmissor de Ondas – Wave Transmitter.

“Wireless Telegraph” – Transmissor e Receptor de Telegrafia Sem fio – Patenteado em 1904 nos Estados Unidos.

Documentos relativos à obtenção das Patentes
Transmissor de Ondas, Telefone Sem Fio e Transmissor e Receptor de Telegrafia em 1904.

Referências

PS7DX (agosto de 2011). Padre Roberto Landell de Moura eleito Patrono dos Radioamadores do Brasil LIGA DE AMADORES BRASILEIROS DE RADO EMISSÃO – LABRE. Visitado em 10 de junho de 2012.
Netto, Luiz (2011). TRIBUTO AO PADRE-CIENTISTA ROBERTO LANDELL DE MOURA – O PIONEIRO DAS TELECOMUNICAÇÕES Memorial Landell de Moura. Visitado em 10 de junho de 2012.
MEDEIROS, Julio César de Oliveira. Princípios de telecomunicações: teoria e prática. 2 ed. São Paulo: Érica, 2007. 316 p. p. 15-16. ISBN 9788536500331
SANTOS, César Augusto Azevedo dos (setembro 2003). LANDELL DE MOURA OU MARCONI, QUEM É O PIONEIRO? (PDF) Anais do XXVI Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom). Visitado em 18 de outubro de 2014.
(10 de junho de 1900) “Revolução no Espaço”. Jornal do Commercio.
Landell de Moura, Roberto (11 de outubro de 1904). Patent US771917 – WAVE TRANSMITTER (em inglês) Google Patents. Visitado em 08 de maio de 2012.
Landell de Moura, Roberto (22 de novembro de 1904). Patent US775337 – WIRELESS TELEPHONE (em inglês) Google Patents. Visitado em 08 de maio de 2012.
Landell de Moura, Roberto (22 de novembro de 1904). Patent US775846 – WIRELESS TELEGRAPH (em inglês) Google Patents. Visitado em 08 de maio de 2012.
BRASIL (27 de abril de 2012). Lei federal ordinária nº 12.614 Presidência da República. Visitado em 9 de novembro de 2014. “Dispõe sobre a inscrição do nome do Padre Roberto Landell de Moura no Livro dos Heróis da Pátria”
Padre Landell de Moura ganha selo comemorativo pela criação do Rádio CNBB. Visitado em 11 de janeiro de 2011.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2012/Lei/L12614.htm

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