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Notícia enviada por Ângela Maria Ottoni de Menezes Delgado – Brasília – Brasil

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QR codes em pedras portuguesas contam história do Rio

Autor: Publicação: janeiro 26, 2013 Em: Brasil | Comentário : 0
Projeto QRio une tradição e tecnologia para levar informações turísticas aos principais pontos da cidade

Integrantes do QRio testam o código com seus tablets. Fotografando o mosaico na calçada, o visitante acessa informações sobre o local (Bruno Menezes/The Epoch Times)

 

Integrantes do QRio testam o código com seus tablets. Fotografando o mosaico na caçada, o visitante acessa informações sobre o local (Bruno Menezes/The Epoch Times)

 

 

RIO DE JANEIRO – A prefeitura do Rio de Janeiro inaugurou nesta sexta-feira no Arpoador, na zona sul da cidade, o primeiro QR code do Brasil entalhado em pedras portuguesas, famosas por formarem as calçadas cariocas. Apontando um smartphone ou tablet para o mosaico na calçada, o visitante poderá acessar na palma da mão informações sobre o local, como histórico, fotos, dicas e curiosidades. O objetivo, segundo a prefeitura, é preservar a memória e promover ainda mais o turismo na cidade maravilhosa. Até o fim do ano, um total de 30 atrações turísticas do Rio, entre monumentos, praças e praias, terá recebido o código de barras bidimensional.

Trata-se do Projeto QRio, fruto de uma parceria público privada entre a secretaria municipal de conservação e serviços públicos e as empresas de comunicação e tecnologia digital Grupo Máquina PR e Zóio, que o assinam. O evento de lançamento ocorreu durante o pôr do sol no calçadão entre as praias do Arpoador e do Diabo ao som da cantora de jazz Leila Maria e contou com a presença do secretário municipal de conservação, Marcus Belchior. Outros quatro pontos turísticos também devem receber painéis de QR code até março: Pedra do Leme, Praia de São Conrado, Mirante do Leblon e Praia do Pepê, na Barra da Tijuca.

“A gente conseguiu associar a pedra portuguesa a uma tecnologia bem legal que é o QR code. O Projeto QRio vai disseminar cultura e conhecimento para todos os cidadãos cariocas e todos os turistas que vêm visitar a cidade olímpica. E há grande possibilidade de expandirmos o projeto pelo grande sucesso que está fazendo”, disse Belchior ao Epoch Times, acrescentando que a ideia pode ser aplicada não somente a pontos e monumentos como também a grandes eventos do calendário da cidade, como a Jornada Mundial da Juventude e a Copa das Confederações.

 

(Bruno Menezes/The Epoch Times)

 

 

 

    Visitantes experimentam o QR code durante a cerimônia de inauguração no Arpoador (Bruno Menezes/The Epoch Times)

A vocação turística do Rio é indiscutível. De acordo com dados do Ministério do Turismo, em 2012, cerca de dois milhões de visitantes vindos de outros países desembarcaram na cidade. “Somado ao volume de turistas brasileiros, temos um grande potencial de utilização desta ferramenta. QR code já é uma realidade em diversas cidades do mundo e vamos fazer com que essa tecnologia nos ajude a divulgar ainda mais as belezas da cidade”, destaca Belchior, que trabalha com a expectativa de dobrar a visitação turística este ano.

De acordo com o secretário, o projeto teve custo zero para a prefeitura até o momento. “Se passarmos destes 30, aí terá um custo sim, mas estamos estudando a melhor forma de fazer.” O financiamento da iniciativa nos cinco primeiros locais está a cargo do Grupo Máquina PR e, para os outros 25 pontos turísticos, o grupo buscará patrocinadores.

Fabrícia Rosa, executiva do Grupo Máquina PR, conta que a ideia foi aliar história, inovação e tecnologia. “Fica um legado para a cidade, não só para os turistas, que conseguem entender um pouco sobre os monumentos da cidade, mas também para o próprio cidadão carioca, que às vezes não conhece direito a história daquele local e acaba conhecendo ali, muito rápido, com tecnologia nova, que é muito democrática hoje em dia, todo mundo tem acesso”, analisa Fabrícia, que ressalta também o caráter sustentável do projeto, que utilizará materiais reciclados em outros painéis.

(Bruno Menezes/The Epoch Times)

(Bruno Menezes/The Epoch Times)

 

Sidney Haddad, sócio-fundador da Zóio, explica que a ideia foi inspirada em projetos homônimos de outras cidades turísticas mundiais, como Lisboa e Barcelona, que já adotaram o código em pedras portuguesas. “Procuramos criar algo com essa essência de ser cosmopolita, mas com uma forte raiz cultural. Nós propomos fazer o mapeamento da cidade com QR codes, ou seja, que você possa acessar informações daquele lugar não mais através de placas ou folhetos, mas do seu dispositivo móvel.”

“A prefeitura abraçou e propôs começar pelas calçadas. Em outros lugares serão placas de vidro temperado com o código dentro, porque nem todos os lugares têm essas pedras. A prefeitura está de parabéns pela rapidez com que autorizou e mobilizou o projeto, apesar de toda a burocracia que se exige, e estamos aqui inaugurando hoje o primeiro ponto”, comemora Haddad. Ele adianta ainda que, devido à grande recepção do projeto, há indícios de que o prefeito Eduardo Paes pretende aumentar para 50 o total de pontos até julho de 2014.

 

 

 

 

 

Segundo o empresário, criar o site, para o qual os códigos remetem após serem lidos por um aplicativo mobile, com “um conteúdo decente, rápido e sucinto”, foi uma tarefa árdua. “Mas o QR code em si deu trabalho para quem fez, o calceteiro, ele que na realidade montou e fez tudo, a parte de pedras, isso dá trabalho”, acrescenta Sidney.

 

(Bruno Menezes/The Epoch Times)

 

 

(Bruno Menezes/The Epoch Times) Gedião Jorge Azevedo, o calceteiro mestre da prefeitura que assina a obra, confirma. Para ele, que trabalha há quase 30 anos com pedras portuguesas, foi um desafio maior que as famosas notas musicais da canção de Noel Rosa na calçada de Vila Isabel, de cuja confecção também participou. “Foi muito trabalhoso, um desafio e tanto. Demorou sete dias para terminar cada placa dessa, então foram duas semanas. As pedrinhas têm que ser de dois centímetros numa bitola só, nem mais nem menos, se não o aparelho não consegue ler. Estou satisfeito, e até assustado com todo esse movimento aqui e pedidos de entrevista”, explica.

“O carioca é muito apressado, só olha para cima, para procurar endereços ou números, mas não olha para baixo. Se você passar a olhar para baixo e ver no que você está pisando… os detalhes daqueles mosaicos lindos… é uma coisa linda de se ver…”, ensina o mestre Gedião, que além das notas musicais em Vila Isabel e, agora, os QR codes na orla da zona sul, também assina obras como as Rosas dos Ventos, na Lapa, o mosaico em frente à sede da prefeitura e há anos cuida da manutenção das calçadas de Copacabana, Ipanema e Cinelândia, que tornaram o Rio uma referência mundial de beleza urbana.

Além dos locais citados, também receberão o QRio: o Corcovado, Pão de Açúcar, Sambódromo, Vista Chinesa, Quinta da Boa Vista, Arcos da Lapa, Praça Paris, Jardim Botânico, Praça Tiradentes, Praça XV e Parque Madureira. A inauguração foi encerrada ao som de “Cidade Maravilhosa”, do compositor André Filho.

 

 

(Bruno Menezes/The Epoch Times)

        (Bruno Menezes/The Epoch Times)   (Bruno Menezes/The Epoch Times)

(Bruno Menezes/The Epoch Times)           (Bruno Menezes/The Epoch Times)       (Bruno Menezes/The Epoch Times)

Estas fotografias são de (Bruno Menezes / The Epoch Times)

(Bruno Menezes/The Epoch Times)

QR codefeitocom pedras portuguesas em frente à Praia do Diabo,Arpoador ( Bruno Menezes / The Epoch Times)

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