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SAMIRA CAMARGO-ESCRITORA- PREMIADA EM PORTUGAL

 SAMIRA APARECIDA CAMARGO
Memória paterna vira conto premiado
No conto, escritora de Rio Preto narra a curiosa história da aquisição da casa própria de seu pai, que tem um porco como protagonista
Harlen Félix COMPARTILHE
Divulgação A escritora Samira Camargo: literatura temperada pelas memórias paternas
A escritora Samira Camargo: literatura temperada pelas memórias paternas
Psicopedagoga aposentada, Samira Camargo, 62 anos, encontrou na literatura uma forma de eternizar as lembranças e histórias de seu pai, Armando Rodrigues, 82. “Se você sentar para conversar com ele, vai ouvir muitas histórias. Ele é uma pessoa lúcida, muito otimista e um contador nato”, comenta ela, que acabou de ser premiada em um concurso em Portugal com um conto baseado em um acontecimento real da trajetória de sua família.

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O conto em questão chama-se 1.300 Réis, classificado em oitavo lugar na quarta edição do Concurso Literário Alexandre O’Neill, na cidade de Constância. O concurso, cuja premiação foi realizada na última terça-feira, 19, conta com a participação de escritores de países em que a língua portuguesa é o idioma oficial.

No conto premiado em Portugal, Samira narra a curiosa história da aquisição da casa própria de Seu Armando, um imóvel que existe até hoje no bairro Anchieta, em Rio Preto. Ela escreveu o conto a partir dos relatos do pai, já que era bem criança na época do ocorrido.

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O imóvel era alugado, e o proprietário propôs para Seu Armando comprá-lo, já que a família residia havia muitos anos nele. “Meu pai não tinha condições financeiras para comprá-lo”, conta a escritora. Mas, eis que surgiu porco para dar um desfecho feliz para a história.

Na volta de uma pescaria, Seu Armando pegou carona com um caminhoneiro, que trazia consigo um leitão. O caminhoneiro ofereceu o leitão para Seu Armando comprar. “Não havia nem chiqueiro em casa, mas o meu avô, que estava com ele, insistiu para que ele comprasse, pois se tratava de uma raça muito boa. Aliás, o meu avô que se incumbiu de construir um chiqueiro no fundo de nossa casa. Eu e meus irmãos éramos todos criança, e cuidávamos do porco com muito carinho. Era uma diversão ter o porco com a gente”, relembra Samira.

Em três meses, o porco engordou tanto que mal cabia no pequeno chiqueiro. Foi quando Seu Armando procurou um açougueiro da cidade para vendê-lo. Pesar o porco foi a maior dificuldade, pois o animal era fora dos padrões. “Com a venda do porco, negociado por 1.300 réis, meu pai conseguiu dar entrada na casa. O imóvel ainda pertence a nossa família, mas hoje está alugado.”

Para a escritora, a classificação no concurso em Portugal tem um sabor afetivo justamente por se tratar de uma história de seu pai. “Já escrevi muitos contos a partir dos relatos dele. Ainda pretendo publicar uma coletânea com todos esses causos”, sinaliza.

A escritora Samira Camargo: literatura temperada pelas memórias paternas
A escritora Samira Camargo com seu pai, Armando Rodrigues

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