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LISBOA NÃO É A CAPITAL DE PORTUGAL

Lisboa não é a capital de Portugal e outros 9 factos que não aprendeu nas aulas de História [artigo de Marta Leite Ferreira, retirado do jornal Observador] “1143, quem não sabe esta data não é bom português” é das primeiras frases que o professor de História nos ensina. Mas há pormenores peculiares da história nacional que continuam na sombra. Procure nas entrelinhas de todos os seus livros de História, vasculhe a biblioteca da sua antiga escola, pergunte aos mais sábios e só muito dificilmente alguém saberá estes pormenores da História de Portugal. É que todos conhecemos a saga dos Descobrimentos, a sequência de reis à frente e até as datas mais simbólicas. Mas contam – se pelos dedos da mão os que sabem que, afinal, Lisboa não é, no papel, a capital de Portugal ou que os lusitanos têm um gene único. Regressámos à sala de aula, mas desta vez com histórias que contrariam muitas das verdades absolutas que conservamos desde os tempos de escola. Descubra tudo nos próximos 10 tópicos.

 

2 Lisboa não é a capital oficial de Portugal A capital oficial do país é Coimbra, onde a corte morou até 1255. Nesse ano, D. Afonso III quis mudar toda a corte para Lisboa, que se havia tornado numa cidade cada vez mais próspera. O estuário estava de tal forma desenvolvido que podia receber os navios de mercadorias, o que motivou muita gente a escolher viver por perto. A certa altura, Coimbra tinha ficado para trás nas condições de vida que oferecia. Então D. Afonso III fez as malas e rumou para a cidade. Mas nem ele, nem nenhum outro rei assinou qualquer documento que oficializasse Lisboa como capital oficial portuguesa: passou a sê-lo de facto, na prática, porque a corte lá vivia em permanência. Algo que nunca foi oficializado, pelo que Coimbra continua a ser a capital oficial de Portugal.

3 Badajoz já foi capital de meio Portugal Houve em tempos um reino muçulmano na Península Ibérica cuja capital era a cidade de Badajoz. O Emirado de Badajoz – em muçulmano chamada Ta’waif al-Batalyaws – vinha desde o rio Douro até ao Alentejo, incluía as cidades de Lisboa e de Santarém, mas também Castela e Leão.

 

4 Portugal já teve cinco capitais ao longo da História .

São 900 anos de História, portanto o número não é de espantar. Tudo começou em Guimarães, o berço de Portugal, seguindo depois para Coimbra – que permaneceu efetivamente como capital até ao reinado de Afonso III em 125 [?] – e mudou para Lisboa quando a residência oficial da corte passou a ser em terras do Tejo. Pelo caminho estiveram também o Rio de Janeiro (Brasil) e Angra do Heroísmo (Açores), a primeira durante as Invasões Francesas e a segunda durante o conflito entre liberais e absolutistas.

5 Há um gene que só os portugueses têm.

Chama-se A26 – B38 – DR13 e é um gene que só existe nos descendentes de lusitanos. A informação presente nesse gene não existe em mais nenhum lugar, nem mesmo noutros povos fixados junto ao Mediterrâneo.

6 Tivemos um rei chamado D. Martinho I.

Não é que haja um rei escondido do povo português durante séculos. Apenas o conhecemos por outro nome: D. Sancho I. Quando nasceu, o pequeno Sancho não estava destinado a subir ao trono: quem devia assumir as rédeas da corte era o seu irmão, o infante D. Henrique. Por isso, os pais da criança – D. Afonso Henriques e D. Mafalda de Sabóia – decidiram-lhe dar-lhe um nome que, embora não tivesse tradição monárquica, combinava bem com ela: D. Sancho I nasceu a 11 de novembro, daí ter sido agraciado com o nome Martinho. Mas a vida deu voltas. O infante D. Henrique morreu aos oito anos e foi Martinho quem teve de o substituir. Foi então rebatizado com o nome que chegou aos nossos livros de História: D. Sancho I.

7 Um dos nossos reis era sobredotado . D. Pedro V veio ao mundo a 16 de setembro de 1837. E veio com algo mais particular que os outros: era sobredotado. Com dois anos sabia falar português, alemão e francês. Ainda em criança, com cerca de 12 anos, já aprendia filosofia e escrevia de forma anónima em publicações nacionais sobre assuntos sociais, como os meios de transporte e a modernização de Portugal. O povo sabia das suas capacidades e colocava nele grande esperança na forma como lideraria o país, mas Pedro V morreu aos 24 anos sem colocar nenhuma das suas ideias em prática.

8 Portugal já se chamou “Ofiússa” Não há certezas sobre onde moravam exatamente os ofis. Alguns estudos dizem que vivia nas montanhas a norte, entre o Gerês, Trás os Montes e a Galiza, enquanto outros estudos juram que eles são da foz do rio Douro. De um modo ou de outro, os ofis eram famosos pelo facto de idolatrarem as serpentes. Por isso é que se chamava “Ofiússa“, que significava “Terra das Serpentes”. Daí o símbolo dos reis de Portugal ter sido uma serpente alada, a “Serpe Real”. No entanto, esse símbolo também surgiu por influência celta.

9 Espanha nem sempre foi a nossa única vizinha .

Entre nós havia um pequeno país, o Couto Misto, que chega mesmo a ser mencionado nos relatórios diplomáticos que antecederam o Tratado de Lisboa de 1864. Era um micro estado que nasceu no século X e que se extinguiu apenas quatro anos depois de o Tratado ter sido assinado. Este país não tinha mais do que 27 quilómetros quadrados e era completamente independente: não tinha qualquer relação com a Coroa portuguesa nem com a espanhola.

10 Antes dos lusitanos, estavam cá os estrímnios Os estrímnios – uma palavra que deriva do latim “Oestremni”, ou seja, “povo do extremo ocidente” – foram o primeiro povo nativo em Portugal. Viviam entre a Galiza, no noroeste espanhol, e o Algarve. Só mais tarde vieram os sefes, um povo que idolatrava a deusa serpente Ofiusa e que eram menos numerosos que os estrímnios. A seguir chegaram à Hispânia os galaicos e os lusitanos, que encontraram uma terra destruída pela guerra entre os sefes e os estrímnios. Também estes recém-chegados tiveram de lutar com os sefes para se poderem fixar por cá.

11 O pai de D. Afonso Henriques era um pastor transmontano? Pelo menos é o que sussurram os rumores. A versão oficial é que D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, nasceu do amor entre Teresa de Leão e Henrique de Borgonha, conde de Portucale. No entanto, há outras que dizem que é filho de Egas Moniz ou mesmo de pastor natural de Trás-os-Montes que teria sido incumbido por Egas Moniz de cuidar do pequeno futuro rei. Os rumores até vão mais longe: sugerem que o rei era muito mais alto que qualquer pessoa da sua família…

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