Você está em: Inicial » Angola // Brasil // Cabo Verde // Crônicas // Goa, Damão e Diu // Guiné-Bissau // Macau // Matérias Especiais // Moçambique // Notícias // Países // Portugal // São Tomé e Príncipe // Timor Leste » Coragem Brasil – Ordem e progtresso – De Dhiogo José Caetano

Coragem Brasil – Ordem e progtresso – De Dhiogo José Caetano

(Foto Ilustrativa)

Em nome da “ordem e do progresso” gritemos

por uma nação igualitária, humanitária;

por um Brasil, rico e sem miséria

 

“Coragem Brasil, coragem, porque isto pode ser apenas o começo de algo grandioso!”. Começou. Todos agora são brasileiros! Carregam o símbolo da nacionalidade no peito e gritam Brasil. Toda movimentação está presente em campo. Um grupo de homens, uma bola e uma multidão de alienados que se esquecem da realidade vivida, para eternizar um momento que ocorre de quatro em quatro anos. Neste momento não há problemas, tudo aqui é lindo. Todos estão de verde e amarelo e o Brasil tem que ser campeão para a felicidade da nação. Contextualmente a força (“povo”) do Brasil se une, e todos nesse momento são brasileiros e o grande problema em discussão é a vitória do Brasil para solução. 

O “povo” nada tem a ganhar com tal vitória. Em muitos momentos de revolução, de verdadeiras práticas que exerce a nacionalidade e a cidadania, notamos um pequeno grupo que grita pelos seus direitos como cidadãos, mas pelo hexa a “massa” grita: o Brasil é campeão! Os governantes deveriam investir menos no futebol e mais na educação brasileira. Dando incentivo para os poetas, professores, jornalistas e escritores, para que juntos difundissem com maior ênfase a nossa cultura em nível nacional e internacional. Rompendo com as barreiras impostas pela alienação a qual bestializa a “nação Brasil”. 

Vivemos reféns dos “corruptos sanguessugas” 

Os “corruptos sanguessugas” deveriam suprir nossas necessidades trabalhando em nosso benefício. Vamos nos mobilizar contra esses políticos e participar de alguma forma, como por exemplo, divulgando os vídeos das manifestações, desligando a TV para não sermos lobotomizados por sua programação mentirosa e tendenciosa a favor dos corruptos, algo que é feito por todas as emissoras de televisão aberta no Brasil que seguem os paradigmas criados pelas organizações da Rede Globo. Não compre mais revistas sensacionalistas, como a “Veja” ou a “Época”, construa possibilidades para que o afeto e a sensibilidade para com as outras pessoas, seja a roda dentada do seu convívio social.

Entenda que você tem direitos perante o estado que te governa, usa-os com sabedoria, e ir às ruas protestar contra o governo que não mais nos representa é o seu direito mais importante. É preciso eliminar a corrupção, o “povo” precisa reivindicar, indignar-se com tais atitudes. Não podemos esperar um milagre da Copa do Mundo em 2014. Está sendo gasta uma fortuna para concretizar esse projeto, o dinheiro saiu do nosso bolso e amanhã as estruturas construídas serão ineficientes para o nosso uso. Vejamos o exemplo da África do Sul, alguns meses após a Copa, inúmeros hotéis, estádios foram desativados, não influenciando na renda per capita do país. 

Após a Copa, voltaremos à mesma realidade 

Deixemos a cordialidade de lado, os devoradores de colarinho branco estão por aí, sugando tudo que é por direito nosso. O futebol é uma paixão nacional, ideia a qual não compartilho, mas isso não quer dizer que seja viável investir bilhões em infraestruturas que não mudarão a realidade do nosso país. Após a Copa, momento onde Brasil simbolicamente torna-se “hegemônico”, voltaremos à nossa condição de cidadãos brasileiros e estaremos ainda no último lugar no ranking na má distribuição e divisão das rendas públicas. 

Ano passado pagamos um trilhão e meio de impostos, os mesmos deveriam ter como objetivo sanar os problemas da infraestrutura do país. Mas quando olhamos à nossa volta não encontramos o investimento do mesmo. Pagamos até o “ar” que respiramos, mas os “gafanhotos” desviam a verba que é nossa, um patrimônio financeiro que deveria atuar na organização da nação Brasil, porém terminam em cofres privados de ladrões que roubam descaradamente e nada “fazemos”. 

A corrupção tornou-se algo “normal”… 

Mas a honestidade quando realizada no Brasil ganha manchetes, como uma atitude louvável de um herói. Desperta Brasil, eliminemos a alienação, vamos à luta, pelos nossos direitos, pagamos e temos o direto de ter acesso à educação, saúde, saneamento básico etc.

Enquanto não desmitificarmos a visão de que no Brasil tudo acaba em futebol, Carnaval e mulher bonita, as nossas crianças, designadas pelos órgãos governamentais como a esperança de um futuro melhor, continuarão fazendo parte de uma grande maioria que estão nos gráficos de índice de analfabetismo, de usuários de drogas, de mortes causadas pelo tráfico, pelo crime, pela bestialização social. Junto com eles se esvai a esperança de um Brasil para todos os brasileiros. 

Não podemos nos bestializar diante dos fatos 

A classe C vem ganhando o seu espaço enquanto consumidores, investidores e devedores, mas os mesmos continuam nas margens “subalternas do mundo contemporâneo”. Não compartilhando dos direitos adquiridos e afirmados na constituição brasileira, a qual prega um ideal, porém nega uma parte da população, não defendendo todos como cidadãos de uma mesma nação. “Brasil mostra a tua cara, quero ver quem paga pra gente viver assim!?”. Chega! Não podemos nos bestializar diante dos fatos, são nossos pais, filhos, amigos que estão morrendo todos os dias por causa da violência que cresce de forma devastadora. 

Retiremos as máscaras, vamos à luta, quem sabe defende um ideal, não espera o governo aplicar os seus métodos camuflados para silenciar, ludibriar e focalizar os pontos vulneráveis da sociedade, aplicando uma massa de manobra onde se desenvolve uma política de “pão e circo”. Em suma, vivemos em uma pátria amada Brasil, um Brasil que sempre deixou a desejar com seus “patriotas”, os quais vivem na miséria, em um contexto onde um trilhão e meio é arrecadado através dos impostos embutidos até no gole de água que bebemos. Que país é este? Em nome da “ordem e do progresso” gritemos por uma nação igualitária, humanitária; por um Brasil, rico e sem miséria. Por isso eu digo: Sim à revolução e não à violência…

 

Dhiogo José Caetano Professor, escritor e jornalista 

Comendador da Academia de Letras de Goiás, Membro das Academias:  ALB (Brasil/Suíça), ACLAC (RJ),  ACLA (MG), CACL (ES), ABLA (Boituvense)  ARTPOP (RJ) e Os Confrades da Poesia (Portugal)

 

3 Comentários + Comentar

Deixe um comentário para admin





Voltar à página anterior Imprimir esta página

Patrocinadores

  • logo_aa

Design e Desenvolvimento - MagicSite Internet Solutions