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EMANUEL MEDEIROS VIEIRA-POETA-BRASÍLIA-BRASIL

DOIS POEMAS :

PLENITUDE E

BORGES

PLENITUDE – NÃO PERFEIÇÃO

Emanuel Medeiros Vieira

Para Cida, irmã, amiga, comadre, infinitamente amiga

Para Arnoldo, compadre e ”irmão”

“Um dos motivos mais poderosos que conduzem o homem em direção à arte e à ciência é o de escapardo cotidiano”

(Albert Einstein)

A quarta-feira,

o lado-sombra,

dentro de cada um,

pão, café,

o paraíso pode ser o outro,

não só o inferno?,

o mito é o nada que é tudo,

escreve Pessoa,

um arquétipo universalmente conhecido,

eu sei, é Jung, não Freud,

inconsciente coletivo,

mas de onde vem essa apreensão?,

esse temor metafísico contemplando o mar,

ah, brisa marinha

sempre aspirei a plenitude,

não a perfeição,

sou mortal,

agonia sem nome,

na manhã bela e repetida

a apreensão continua

vontade de chorar ouvindo Cartola e a voz de Elis,

pensando na coleção de amigos mortos,

Ela te contempla ,

a Cachorra, a que te colocará de pés juntos,

novamente citações:

“Deve haver no mais pequeno poema de

Um poeta, qualquer coisa por onde se note que existiu Homero”

(Pessoa — novamente).

 

 

Voltarei sempre com as mãos vazias?

Mas estou pleno dessa finitude,

Já sem medo, reconciliado,

olhando as vidas tão “pequenas” e anônimas,

ônibus, salário pequeno, hospital cheio,

a luta de cada dia.

Resta-me a esperança de que um só leitor, um só

–se houver leitores –

daqui a mil anos, entenda o meu esforço

(acolher a linguagem no mundo quebrado).

ABAIXO um poema de minha autoria (“BORGES”) que OBTEVE O PRIMEIRO LUGAR EM CONCURSO DE ÂMBITO NACIONAL, PROMOVIDO PELA UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL, NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, AQUI NO BRASIL, E PELA PREFEITURA MUNICIPAL DAQUELA CIDADE.

ENTRE 751 TRABALHOS INSCRITOS, O POEMA TAMBÉM FICOU ENTRE OS 10 PRIMEIROS EM CONCURSO NACIONAL DE POESIAS, PATROCINADO PELA FUNARTE – ÓRGÃO CULTURAL DO GOVERNO BRASILEIRO.

Agradeço a eventual postagem, com reiterados cumprimentos pelo trabalho realizado pelo site “Ares & Mares” em prol da cultura universal e dos países de Língua Portuguesa.

Fraternalmente, Emanuel Medeiros Vieira

BORGES.

(EMANUEL MEDEIROS VIEIRA)

É vasta a nossa população de mortos

O mundo, Borges,

infinita biblioteca, além – é claro – de tigres,

espelhos, labirintos, punhais, livros, proféticos

sonhos, Homero, Camões, outros cegos – você,

a sombra enaltecida não é sombra,

claridade de alguns labirintos,

portas, enigmas decifrados,

alta capacidade mnemônica.

 

Somos poucos, somos tão poucos,

e parecemos muitos.

“Alguém constrói Deus na penumbra”, escreves sobre Spinoza.

Amor?

É o Espírito Santo que nos escreve?

A literatura como sedução/invenção: a vida só não basta.

 

Irmão: fazedor de enigmas,

decifrador de espelhos,

contemplador de tigres,

este punhal que manejo agora: a construção do poema.

Nada podemos contra a solidão?

Shakespeare, Cervantes, Stevenson, “As Mil e Uma

Noites”, a Bíblia, e toda as obras desta estirpe de

mortos, mas que não inventam o silêncio: estão aqui nos livros lemos.

 

Somos poucos, mestre, somos tão poucos, mas não sozinhos,

parecemos muitos.

Estás junto aqui, agora, comigo,

neste maio,

luminosa manhã planaltina

(poderia ser uma rua perdida de Buenos Aires, ou da

Bahia, onde começamos).

 

Sim, é vasta a nossa população de mortos,

Só queria pressentir tua alma,

descobrir meus inquietos córregos, pântanos.

 

Iluminas o breu, mágico cego,

singrando por outros mares,

sem portulanos, astrolábios,

também breve a vida,

vejo intrusos, lugares remotos, mapas de

fronteira, duelos, a morte na poeira,

ruínas e renascimento, sombras dentro de sombras: este sol interior.

 

O mais pródigo amor te foi outorgado

(como te referiste a Baruch Spinoza):

o amor que não espera ser amado.

Este poema obteve o 1° Lugar no Concurso Literário “Prosa & Verso”, certame de âmbito

Nacional promovido pela Universidade e pela Prefeitura de Caxias do Sul, RS.

O mesmo texto – concorrendo com 751 trabalhos – foi classificado entre os 10 primeiros no Festival de Poesia promovido pela Funarte, Brasília.

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